terça-feira, fevereiro 22, 2005

Senso



Arredas e crias espaço, naquela região, onde te não consigo ver.
De mim não sei, brevemente te perco.
Ou foges de mim, tento compreender e é tarde.
A noite não tarda a cair e, atas as amarras do meu semblante.
Já não te consigo ver.
Deixa-me ir contigo, nem que me cegues com a luz que emanas.
Mas deixa-me ir. Não sei viver com a minha penumbra.
Se te sentir a meu lado, bastar-me-á, para ser feliz.
Já não te consigo ver.
Deixa-me ficar só com a imagem que me viciava,
Resta-me o teu cheiro e os contentos.
Entretenho-me num esboço dos teus limites,
Quando me extasiavas os declives e,
tornavas devassa, a planície de meu corpo.
Deixa-me esse espaço. Ou então deixa-me ir contigo.

3 comentários:

de Sá disse...

tão bonito... quase que dói...

nobreka disse...

...só tenho pena de não ter internet em casa, nesse caso, teria muito mais tempo de "explorar o blog". Assim, só o posso fazer nas horas mais livres do horário de serviço.

de Sá disse...

eles andam aí... (inspecção laboral europeia)