Espreito e ainda te desejo. Tento escrever no teu corpo, ao longe, nu.
Já é noite. Procuro a cor que te fica bem. Melhor. Estás a preto e branco.
Afinal, é triste presenciar um corpo que se afasta e morre em si próprio.
A melodia que, outrora, tinhas, arrasta-se em palavras expostas e sem cor.
Procuras silêncio. O teu silêncio.
Destapo a vergonha que sugere no imenso delineamento dos contornos,
E caminho do teu rosto para a infinidade, no chão dos meus olhos,
busco paz e serenidade ao tocar-te ...
conquisto o conceito contemplativo da espiritualidade ...
Vejo-te a preto e branco.
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