segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Experimento

Afinal, tenciono chorar. Tento. Deixei de contemplar. Planeio um sorriso. Rascunho um cheiro que me apetece. Tento amar o tino. Experimento sentir. Estas, parecendo, banalidades inatas, têm-se tornado significativamente essenciais. Residem emperradas. Rodeiam as acções e os verbos e substantivos, e captam vida ao deambular na mente de uns para brotar na de outros. Não se soltam, por receio do infortúnio ou por adquirem a capacidade de se auto-julgarem. Afinal, o que é o julgamento? Só sabemos que vivemos sob o seu tecto. E por mais que se ignore, existe a denúncia ao nosso próprio fim. Imagino incertas e diferentes escadas para cima e para baixo, sem que nelas existam patamares, e vingam com particular astúcia, a sua actividade. O não conseguir ultrapassá-las. Desconhecê-las. Revelam-se estranhamente esquivas.O feito seria ultrapassar simples estorvos e vislumbrar o seu reconhecimento, face aos nossos empenhos, aos quais, mais lúcidos se tornariam, se não nos rendêssemos à costumagem fosca e enraizada do nosso pequeno grande (i)mundo.

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