segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Perto demais...

Fui ver o fds passado o filme CLOSER. A primeira impressão foi estranha e esquisita. Nem sabiamos bem o que pensar do filme. Quais as conclusões. Quais as ilacções a extrair. Bom, o que é facto, é que falámos um pouco sobre ele e, não conseguimos chegar a lado nenhum. A única palavra comum que nos saía da boca: relações. Sim, o filme era sobre relações, mas o mais interessante, e que não me tinha apercebido, é existir nele um grande paralelismo com a actualidade. As relações, hoje em dia, são mesmo estranhas e complicadas. Passamos o tempo a deslumbramo-nos com alguém que pensamos ser o tal. Logo a seguir, vem o desencantamento, a decepção. Ou conhecemos outra pessoa e pensamos, que afinal é aquele, o tal, e não o outro. Apaixonamo-nos e desapaixonamo-nos com muita facilidade. Andamos à procura do impossível. Da perfeição. Do que não existe. E nem sequer lutamos pela possibilidade da perfeição. Como é possivel dizer-se a alguém "Amo-te" se, a seguir nos encantamos com outra pessoa. Não se faz cedências. Não há tolerância. Não há, acima de tudo, respeito e verdade nas relações. Não pode ser amor. Aliás, o filme não vem relevar novidade. Confirma o nosso egoismo, narcisismo e a preocupação de cada "eu" ser feliz. E mais nada.
Existe primeiro, um grande auto-desrespeito e desrespeito entre casais, onde a verdade e a cumplicidade são completamente estranhas. Desculpem-me a expressão: Andamos a passar o tempo, uns com os outros e de mão em mão.

1 comentário:

nobreka disse...

Não sei, diz-me tu, meu bom e fiel "... go on, post any comment on Estio..."! Acho que tem a ver com o facto de cada um, se proecupar em olhar-se para si próprio, cada vez mais, do que para o vizinho do lado, Don´t you thing so!