Demoro sempre pelas que cantam, as que sobem e baixam... As inesperadas...
Aperto algumas, subitamente, ditados, sentenças e termos amados...
Brilham como seixos luzidios e saltam como trutas nos rios...
Algumas são tão belas que quero segurá-las em voo;
Outras são possantes e puras como frutas,
E bravas como restos de naufrágio, e mais além o universal torna-se comum.
São doces, escuras, transparentes, penosas e criam raízes..... Vivem na bonina, apenas, desabrochada e exaltam aquele apetite voraz que nunca se viu, mas perdem-se no tempo que costumamos esquecer.
São guerreiras, ferem a inaplicabilidade de meras sínteses.
Outras ausentam-se incompreendidas nas trevas do nosso íntimo.
São culpadas víeis couraçadas e enclausuradas, pela indiferença teimam a sobreviver.
São postas de lado, não carece, e inadvertidamente são guardadas, ganham vida, e desforram-se na inexplicável letargia serôdia.
Evaporam-se em qualquer pensamento e deitam-se a dormir.
Outras mais gélidas permanecem na conveniência do nosso consciente, prontas, nunca as ponderamos e seguem peregrinas. Morrem à chegada. Modos sábios nas sebes da intimidade, pois vagueiam na insuspeição da nossa recusa passível, quanta semelhança. Nascem Amadas! Repudiadas! Rendidas! Atraiçoadas! Sentidas! Inclinadas!
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