segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Luís Sepúlveda

Um dos meus escritores preferidos, não podia deixar de ser referenciado neste blog. Estou a falar de Luís Sepúlveda com livros tão bons e ilustremente expressivos. Comecei a reler um livro que, por acaso, está comigo e não é meu. As rosas de atacama. São histórias marginais, como ele lhe chama. São estórias soltas de pessoas que conheceu ou de situações ou lugares que vivenciou. Logo, na primeira estória "historias marginais" ele fala do sofrimento e das atrocidades cometidas em Bergen Belsen. Num de tantos campos de concentração onde foram vítimas, tantas e tantas pessoas, sob a ditadura de Hitler.
Sepúlveda esteve nesse campo. Visitou os fornos crematórios e esteve em camaratas onde lhe parecia cheirar, ainda, a morte. Tantos anos depois.
Faz menção ao caso de Anne Frank, e ao seu diário, que se tornou tão conhecido. http://www.starnews2001.com.br/anne-frank/anne-frank.html.

Todavia, morreu muita gente que não se tornou conhecida. Já dizia Goebbels: ... que as mortes eram uma simples estatística! Sepúlveda, aquando da sua visita a este campo deparou-se com uma inscrição gravada, provavelmente, com uma faca, ou com um pau onde dizia o seguinte: "Estive aqui e ninguém contará a minha história" - ele relata, como sendo uma das situações que mais o impressionou.
Aconselho a conhecer a obra impressionável de Sepúlveda.

2 comentários:

de Sá disse...

Dia 23 (4ª) o autor está no C. Inglês ás 18h a autografar as obras.

nobreka disse...

My dear, não vou poder ir. Estamos a ser alvos de uma auditoria por parte da comissão europeia. Mas tenho pena.
kisses