sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Alfama e os seus becos








Alfama ao longo dos tempos

Os primeiros vestígios em Alfama são de uma ocupação Romana, que terá definido a primeira organização do espaço urbano. Os romanos chegaram a Olisipo no século II a.c. e a sua ocupação manteve-se até ao declínio do Império, em meados do século V d. c. Durante a sua estadia, aproveitaram a característica naturais do espaço, como a abundância de água, para construir equipamentos colectivos como banhos e balneários.
Nessa altura, Alfama estava inserida numa parte da cidade que assumia um papel estruturante e servia de acesso às chamadas vilaes . A Rua de São Pedro, que se estende pelo Largo do Chafariz de Dentro e pela Rua dos Remédios é um dos exemplos dessa importância.
No século VIII chegam a Olissibona os árabes, atribuindo-lhe o nome de Lixbuna, que mais tarde – aquando da reconquista cristã – derivou para Lisboa. Esta foi a civilização que mais marcas deixou na malha urbana de Alfama. As ruas largas dão lugar a ruas estreitas e não nos podemos esquecer que foram os árabes que atribuíram o nome a Alfama, lugar com abundância de água.
Em 1147 D. Afonso Henriques conquista Lisboa. Alfama manteve a sua estrutura e era agora um local conhecido por albergar os delinquentes e os menos afortunados. A cidade expande-se então para Norte e Oeste e Alfama, por se situar junto ao rio, começa a servir de alojamento a muitos marinheiros. Devido à sua falta de espaço, o bairro começa a crescer em altura .
Já no século XIX, Alfama era um local destinado à demolição. Contudo, alguns anos mais tarde, assume um papel histórico-cultural relevante e começa a ser vista como um ponto importante na cidade de Lisboa. Até hoje... E ainda bem.


http://www.jf-santoestevao.pt/

http://www.esec-filipa-lencastre.rcts.pt/jornal/ed3/ed3p16.htm

1 comentário:

de Sá disse...

trabalhinho de pesquisa, hã? Realmente, se tivesses net em casa, não sou capaz de imaginar o que farias!!