quinta-feira, abril 07, 2005

Há horas e dias

Há algum tempo que não vinha aqui. De facto não tenho tido sequer tempo para abrir o e-mail. Lembram-se dos posts anteriores, em que eu falava de polivalência. Pois, nem a propósito. A polivalência não me preocupa, já a ausência de reconhecimento, melhor ainda, o aumento da denegridade do trabalho quando é feito com afinco ou empenho, já é outra coisa. O reconhecimento não é mau, mas a falta de respeito pelo nosso trabalho é muito pior. Horrível, diria mesmo. É como se nos estivessem a dar tarefas que não nos são habituais, ainda que as saibamos fazer ou já a tenhamos feito, em tempos, mas com o intuito de as denegrir, constantemente. E por quê? Devido a preferências, a gostos pessoais, a falta de cumplicidade, a falta de - "encher o cú a dirigentes com paninhos mansos" - desculpem-me a linguagem menos própria, mas passa-se em tantos serviços. E tão próximos de nós. Deixo aqui o meu desagrado e se quiserem comentar, agradecia. Adoraria saber que, ou se têm perspectivas diferentes ou iguais à minha. Não acham que deviamos mencionar nos C.V. estas tarefas extraordinárias. Era fascinante.

2 comentários:

de Sá disse...

Bem vinda ao mercado de trabalho!!!! Esplendorosos dias te aguardam!!!! O que interessa é não esmorecer e aceitar com estoicísmo as injustiças minimais a que damos azo por causa de excessos de zelo por nós cometidos...
hummmm- apesar de ninguém me ter prometido nada, continuo com afinco e dedicação, a representar o meu papel com denodo e lealdade...

Nobreka, imaginas-te a trabalhar numa empresa privada? Desculpa a ironia...

nobreka disse...

Não me surpreende a ironia, apesar de nunca ter trabalhado na privada sei que não é pera doce, de ouvir falar, claro.
Todavia, já trabalhei num gabinete - organismo semi-público - e qundo digo semi-público, era por termos autonomia juridico-financeira e nunca me queixei. Trabalhei fins de semana, noites até que deus queria. Aliás, não era só eu. Porque nesses anos, trabalhámos com paixão e união. Na minha humilde opinião, basta isso. Existir algum apreço pelo nosso trabalho chega para te sentires útil e realizado. A novidade é que gosto muito de trabalhar, e se esse trabalho for criativo e me der pica, melhor.