...«que país é este, que agarra as pessoas com tanta força ao mesmo tempo que lhes dá vontade de fugir?».
Pensando nesta frase, ocorre-me: como não ter vontade de fugir deste amontoado, desta panóplia de novidades que temos tido na politica, na economia, na crescente criminalidade, na vasta entrada e fácil de estrangeiros ao nosso país, na acessibilidade a drogas que os jovens têm cada vez mais, na miserabilidade de ordenados, na carestia de vida, de uma forma geral, na crescente diferença entre ricos e pobres, na ausência de chuva que tem levado os nossos agricultores à míngua e dos animais que, mais tarde ou mais cedo, acabam por morrer a fome e à sede. Enfim, um cenário não muito agradável. Neste cantinho da Europa, somos um dos povos europeus mais sacrificados.
Por outro lado, este país agarra-nos com força que, ao sermos latinos, criamos raízes, laços. E está-nos no sangue a emotividade, a afabilidade, a generosidade. Apelidam-nos de hospitaleiros, de quentes. A questão do patriotismo, também é uma razão forte. Lembrem-se do Euro 2004. Só é pena, sentirmos e manifestarmo-nos quando surgem eventos deste tipo. Mas penso que será um motivo forte para explicar o que nos prende a este magnifico país. Além disso, temos um clima, que não é dos piores. É óbvio que nem toda a gente pensa assim. Nem é que conheça muito do mundo, mas já viajei para alguns paises da Europa e gosto muito de Portugal. Acho que o devíamos preservar e cuidar mais do que é nosso.
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