O que é que nos define? São as nossas paixões. O problema é que não queremos definir nada e somos todos tão diferentes, que definir, e dar um fim, não faz sentido.
Não é o que somos e o que fazemos mas o que podemos ser e fazer.
Não é o que somos e o que fazemos mas o que podemos ser e fazer.
Antes disso, tenho-me a mim, tenho o que eu sou e o que eu posso ser. E, sem ajuda, eu amo. Tenho o amor em mim. Amo os animais, amo a minha terra, amo o mar, amo o alentejo, amo a minha avó. Assim como Narciso se ama a si mesmo. O Monstro pode amar a Bela. Pedro pôde amar Inês. Amor retribuído. Amor materno. Amor de um homem. Amor de uma mulher. Amor de um Deus. Amor-próprio. Amor sofrido. Amor secreto. Amor platónico. Amor. Amores.
O amor e a paixão estão-nos nas entranhas. Tal como o medo. O pânico comprime o estômago, assim como O amor esmaga o peito e estoira com a cabeça. Nas vísceras estão o bem e o mal e o amor em tudo crê e tudo aceita, o alvo e o sujo.
Somos empurrados pelo que rasga a pele e abana a alma. Qual coração e qual aura. Paixão é amor a ferver. E o que ferve tem de saltar. E quando saltamos e amamos, somos humanos.
Não é por se ser inteligente ou por se ter muitas coisas, ou por se ser independente ou por ser moderno que nos definimos.
Sou livre para saltar, abandonar tudo, abandonar o eu construído e regressar ao eu ciente.
A paixão e o amor são os portadores supremos e únicos do auto–conhecimento, que nesse ponto, até já esquecemos. “Ama e faz o que quiseres”, porque só aí podes mesmo fazer o que queres.
A paixão e o amor são os portadores supremos e únicos do auto–conhecimento, que nesse ponto, até já esquecemos. “Ama e faz o que quiseres”, porque só aí podes mesmo fazer o que queres.
E conseguir fazer qualquer coisa de bom antes de morrer é a única razão que justifica isto ser um cliché - termos nascido.
1 comentário:
Não podendo suportar o amor, a Igreja quis ao menos desinfectá-lo, e então fez o casamento
Charles Baudelaire
(já viste isto em qlq lado...) a moral judaico-cristâ que nos impingiram, faz-nos viver em culpa
e é precisamente do "sal" da vida que muitas vezes abdicamos, em nome... de quêm??
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