segunda-feira, abril 18, 2005

Olhares









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o tempo urge, talvez, porque o contamos.
só o sabemos, do que mora no relógio.
as alegrias e as tristezas, as amarguras e os prantos
coniventes, viram traços obscuros.

Pode ser essa linha solta de fragrâncias,
que resvala nos meandros da mente intelectual,
insurge incapaz, insensata,
embebe-nos de insatisfação.

o tempo urge, agarra o espectro de alguém
e planeia a morte do futuro, desconcerta
a democracia tola do tempo de outrem.

O tempo urge à noite,
de manhã, e um dia assim finda,
talvez queira escapar entre mãos e corpos
Daqueles que o abandonam.

o tempo urge entre pedaços de nós,
vagueiam, emparvecem, reprimem,
e outros fragmentos deambulam,
neste rol teimoso que ninguém compreende,
é a ligeira leviandade.

O tempo urge, abre a cortina
sustenta-se na indestrutibilidade da vida
E o tempo urge
Ao que se presta.




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