quarta-feira, abril 27, 2005

Qual quê

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Quanta poesia se perde pelos trilhos de cada dia.

Somos figurantes e figurinos das nossas próprias locuções.
Plateias dos nossos trechos, certezas únicas transformadas em letras que se vão esbatendo na insignificância, na desilusão, na inoportunidade, no desencanto do tempo.

Qual quê: o que nos é fadado, o que temos espetado no corpo desde que nascemos, desde que somos gente, desde que nos conhecemos, desde que nos conhecem.

Esperam um cumprimento de regras, falsas anuências, verdadeiras asperezas, incongruências, obliquidades e formatações despropositadas.


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