Se o passado, simplesmente, se incumbisse de perecer.
Permanecer adormecido, talvez, mas não basta, nem calha bem.
Abandonar momentos, salvo, essências felizardas.
Distingo, nítidos, os contornos da tua alma, e como enchiam de entusiasmo o sopro do resto dos dias.
As auroras resplandeciam, as inocências mais patetas engrandeciam, em perfis, quase perfeitos, delineados aos crepúsculos mais pálidos, e autênticos jardins nasciam dentro de nós. A verdadeira pertença da felicidade. E o que aconteceu?
Em tempos que já, muito, lá vão, pedias-me só pelo olhar:
- Espera por mim, descemos juntos – planeavas e resistias à memória, súbita e lúcida, sob qualquer faísca que surgisse.
Primavera de 90 e alguns, noutros anos primaveris a chuva era rotina nas nossas horas, ininterruptas de ocasiões intermináveis.
A cumplicidade dos códigos guiavam, desimpediam e ultrapassavam atalhos, que apareciam delicados.
Verdadeiras emboscadas e travessias no deserto.
A simplicidade e a delicadeza dos passos nos uniam, e despegavam-se. Afinal, a suavidade das tuas palavras, feria-me. Verbalizavas frases inúteis e práticas em contextos pantanosos para não sumires. Completou-se o ciclo. Ao que tivemos direito. Queres contar-me o que se alterou?
Os contornos iraram-se, e o registo que tenho de ti, já é outro.
Sem querer, insiro novos códigos e registo-os, desordenadamente entre as brechas que duram. A tentativa de cura só deixa a convalescença tardia.
Fizeste-me falta. Tornaste-me clara de consciência. Completaste o teu círculo a meu lado.
Permanecer adormecido, talvez, mas não basta, nem calha bem.
Abandonar momentos, salvo, essências felizardas.
Distingo, nítidos, os contornos da tua alma, e como enchiam de entusiasmo o sopro do resto dos dias.
As auroras resplandeciam, as inocências mais patetas engrandeciam, em perfis, quase perfeitos, delineados aos crepúsculos mais pálidos, e autênticos jardins nasciam dentro de nós. A verdadeira pertença da felicidade. E o que aconteceu?
Em tempos que já, muito, lá vão, pedias-me só pelo olhar:
- Espera por mim, descemos juntos – planeavas e resistias à memória, súbita e lúcida, sob qualquer faísca que surgisse.
Primavera de 90 e alguns, noutros anos primaveris a chuva era rotina nas nossas horas, ininterruptas de ocasiões intermináveis.
A cumplicidade dos códigos guiavam, desimpediam e ultrapassavam atalhos, que apareciam delicados.
Verdadeiras emboscadas e travessias no deserto.
A simplicidade e a delicadeza dos passos nos uniam, e despegavam-se. Afinal, a suavidade das tuas palavras, feria-me. Verbalizavas frases inúteis e práticas em contextos pantanosos para não sumires. Completou-se o ciclo. Ao que tivemos direito. Queres contar-me o que se alterou?
Os contornos iraram-se, e o registo que tenho de ti, já é outro.
Sem querer, insiro novos códigos e registo-os, desordenadamente entre as brechas que duram. A tentativa de cura só deixa a convalescença tardia.
Fizeste-me falta. Tornaste-me clara de consciência. Completaste o teu círculo a meu lado.
Sinto desvantagem, será propositado. Sou livre, afinal.
Vejo com mais clareza e sinto o Sol, o meu Sol. Entra-me em casa todas as manhãs e rompe as cortinas e os lençóis afastando-os com doçura o orvalho dos sonhos.
A arte de desmistificar a solidão é tornando cada dia mais franco e apegado a nós próprios. Esse prodígio de abnegar às coisas negativas, e impeditivas, vivermos de bem com a nossa consciência. Conseguir um bom resultado ao estar de bem com a vida. Contigo. Comigo.
Vejo com mais clareza e sinto o Sol, o meu Sol. Entra-me em casa todas as manhãs e rompe as cortinas e os lençóis afastando-os com doçura o orvalho dos sonhos.
A arte de desmistificar a solidão é tornando cada dia mais franco e apegado a nós próprios. Esse prodígio de abnegar às coisas negativas, e impeditivas, vivermos de bem com a nossa consciência. Conseguir um bom resultado ao estar de bem com a vida. Contigo. Comigo.
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