terça-feira, abril 26, 2005

simplicidade frágil

Solidão. Fragilidade desacompanhada. Escape desatinado. Foleirice ajustada. Desequilíbrio. O que é ser normal? O que é ser simples. Frágil. Insignificante. Perceber a incompreensão que fazemos constar aos outros.
Ou é a felicidade que não dá tréguas. Viaja por nós e, larga bocados de estórias daqui e dali.
Expele ausência de tudo e nada. Não pedes muito. Nem tens de ser modelo.
Só reclamas por um afago. Desejo-te um excelente dia. Podias tapar-me as costas com aquele xaile. Lembra-me de ti. Podia tapar-te as pernas, a janela está ligeiramente aberta. Sentes frio.
Podias arredar-me o cabelo para trás da orelha, ou é-te dificil.
Não insisto, mas sabia-me bem tocares-me no queixo. Não te dá jeito, ou és tímido ou não queres que te leia a alma, mas se me contares uma estória, dormirei muito melhor.
Queres que te puxe a roupa para cima? Prometo que dormirei como um bébe.
Não tens de ser sensual, se é essa a dificuldade, sê carinhoso. Podias?!! Podias!!? Tantos podias... Queres mesmo? Publica as tuas vivências em meu corpo, musicaliza o que te faz feliz. Pega num lápis. Podias desenhar claves, e o mar. Não te esqueças das planicies, montanhas e jardins cheios de pétalas e folhas a cair. Sinto-as a cair em meu ventre.
Não tens que me beijar. Passo, ao de leve, os meus dedos esguios pelos teus ombros, e soltas um gemido, como se a alça do meu soutien se quisesse soltar. Revoltas a minha pele suave. Transformas num dia comum horas que não quero esquecer. Fazes significar um dia de cada vez. Amanhã poder-me-ias sussurrar: "Quão bom é ter-te a meu lado."
Beijo-te na testa e levas a frágil lembrança do que quero esquecer.

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