quinta-feira, fevereiro 24, 2005

FLOYD...TO BUDAH




Wish You Were Here
Composição: Roger Waters

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.


...uma das minhas favoritas

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

E o poder do chocolate







...Não nos esqueçamos do poder do chocolate. Ele é feito das sementes da árvore do cacau.

Chocolate is made from the seeds of the tree Theobroma cacao. Theobroma is Greek for 'food of the gods'. The ancient Aztecs venerated the cacao tree and used its beans as a form of currency. They saw the tree as a source of strength and wealth and assigned their god Quetzalcoatl its guardian.

Ide só ver as curiosidades e potencialidades que o chocolate tem.
http://www.bbc.co.uk/science/hottopics/chocolate/index.shtml

Assim como a história da semente, do cacau. Deveras interessante.
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/frutasnobrasil/cacau.html

Misturas e comezainas

Existem algumas frases - clichés - que ouvimos da nossa boca e dos outros, em contextos completamente diferentes. Contudo, alguns têm fundamento.

... Nós somos o que comemos.
... A forma como comemos, assemelha-se à forma como praticamos sexo.

Por exemplo, a comida e o sexo estão, obrigatoriamente, interligados. Todos nós sabemos isso. A forma, a abordagem, o ambiente, o sentido de liberdade, a auto-revelação, o ritual de saboreamento, as feições ou jeitos e até prazeres em "comer". Tantas vezes nos acontece dizermos que aquele manjar nos deleitou de forma e maneira, que nem nos ocorre que a comida nos pode provocar orgasmos. Mas é verdade. A sensibilidade começa e é muito importante, se conseguirmos concretizar essa ideia.


Da maçã proibida que expulsou Adão e Eva do Paraíso, passando pela maçã irresistível que adormeceu Branca de Neve, até aos saborosos cachos de uvas usados por Jack, o Estripador, para conquistar as suas vítimas, muitos alimentos são personagens principais nas histórias de conquistas e sedução. Isto sem falar nos banquetes servidos por Cleópatra aos homens que pretendia seduzir politicamente e nas orgias realizadas nos grandes banquetes das cortes européias, como a de Luis XIV, o Rei Sol, que misturava negócios e prazeres íntimos entre os pratos servidos.

A Afrodite, um dos livros de Isabel Allende fala disso. Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Digamos que o livro é ... afrodisíaco? trata de qualquer substância ou actividade que desperta o desejo amoroso. Será que existem mesmo alimentos afrodisíacos? Ou talvez o simples facto de se saborear uma refeição gostosa já tem em si uma carga tão grande de prazer que nos faz atingir o êxtase?


“Como definir um afrodisíaco? Digamos que se trata de qualquer substância ou atividade que desperta o desejo amoroso” “Afrodite” de Isabel Allende

“Os afrodisíacos são uma ponte entre a gula e a luxúria”.

Outro livro que desperta o desejo sexual é "Como Água para Chocolate”, de Laura Esquível.
Desejo sexual, cheiro de cravo e canela e filmes de dar água na boca.

Privadas de voz ativa e de prazer sexual, no passado, era na cozinha que as mulheres depositavam seus desejos e frustrações como a Tita (Lumi Cavazos) do filme “Como Água para Chocolate”. O movimento feminista afastou as mulheres da cozinha e aproximou-as do sexo sem culpa e do sucesso profissional.

Hoje, as mulheres voltam a ocupar seu lugar atrás dos fogões (compare a Tita com a independente personagem de Juliette Binoche, no filme “Chocolate”), perderam o medo de buscar o prazer, seja na cozinha ou na vida profissional, e colocaram o seu poder de sedução em prática. A mulher de hoje descobriu que pode ser independente sem perder sua sedução e que neste sentido, a paixão pela cozinha pode até ajudar, como é o caso da Isabella (personagem de Penélope Cruz) em “Sabor da Paixão”.

...doce alentejo





... quase Vila de Panóias





Quem se lembraria de botar este nome a uma aldeia, que é - note-se - quase vila.
Panóias, freguesia de Ourique, concelho de Beja. Um cantinho pitoresco e pachorrento, como se quer em qualquer aldeia alentejana. População: 634 habitantes com uma área de 11.035 hectares. Habitação: casas baixinhas com predominância de azul e amarelo. Apesar de pequena, é asseada e acolhedoramente caprichosa.
Um cantinho de Portugal que, ainda, se mantém bem cuidado pelos locatários e que primam pela simpatia. Hoje, quem a visita sente-se acolhido e é um local onde se respira hospitalidade e amizade.

A minha avó Clotilde nasceu nesta aldeia. O meu pai e os meus bisavôs, enfim, grande parte da família de meu pai nasceu e viveu lá, durante muitos anos. Noutros tempos, era difícil. Uma família de poucas posses. Os meus bisavôs passaram por muitas provações. Conta a minha avó, que suportaram fome e frio. Os pais dela trabalhavam de sol a sol, juntamente com os seus seis filhos para terem que comer e que vestir. Viviam do campo e do que a natureza produzia. Tinham um quintal onde cultivam batata, feijão, cenoura, alface, couves, nabos. Também havia pouca carne. E a que havia, nem se lhe podia chegar, pois era excessivamente cara. O dinheiro não chegava para tudo. O meu bisavô e avô, viviam de cortar cabelos. O meu pai aprendera o ofício, tal-qualmente lá. E toda a sua vida, fora barbeiro.

Ao lado da casa havia um quintal, onde o meu bisavô construíra um pequeno anexo. Nesse anexo, existia um forno. Onde faziam o seu próprio pão. Começaram por vender para fora. Bolinhos e outros biscoitos faziam parte do preçário. E esse costume e ofício acompanhou a minha avó, durante largos anos. Se bem que, hoje em dia, lhe falte as forças, ainda faz os tradicionais folares a saber a erva-doce pela Páscoa e as tão deliciosas filhoses pelo Natal e pelo Carnaval. Tradição da sua terra.
Todos os anos, sem excepção, me pede para ir visitar a sua aldeia. Começa a ter necessidade em contemplar lugares, de recordar pessoas que já faleceram, de confidenciar coisas que lhe aconteceram. E é extraordinária, a sua lucidez. Conta sempre estórias novas, nunca ou quase, nunca repetidas. Uma excelente companhia. Não deixa de ser uma grande referência na minha vida. A minha estrela da sorte.

Passei alguns verões, quando andava na escola e tinha aquelas big-férias de três meses. Todos tínhamos. Portanto, as recordações que tenho são as melhores. As únicas referências que encontrei a esta aldeia, são fotografias da Escola Básica que existe e pouco mais, e é pena. Recolhi algumas fotografias.
Na busca que fiz no google, encontrei outra vila com o mesmo nome, mas em Vila Real, Trás-os-Montes.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Senso



Arredas e crias espaço, naquela região, onde te não consigo ver.
De mim não sei, brevemente te perco.
Ou foges de mim, tento compreender e é tarde.
A noite não tarda a cair e, atas as amarras do meu semblante.
Já não te consigo ver.
Deixa-me ir contigo, nem que me cegues com a luz que emanas.
Mas deixa-me ir. Não sei viver com a minha penumbra.
Se te sentir a meu lado, bastar-me-á, para ser feliz.
Já não te consigo ver.
Deixa-me ficar só com a imagem que me viciava,
Resta-me o teu cheiro e os contentos.
Entretenho-me num esboço dos teus limites,
Quando me extasiavas os declives e,
tornavas devassa, a planície de meu corpo.
Deixa-me esse espaço. Ou então deixa-me ir contigo.

animação por Vasco Granja



... Posso estar com um ataque saudosista. E porque não? E sabiam disto?

Ele é uma figura para recordarmos, e incontornável na animação portuguesa. O homem que nos trouxe a pluralidade desta arte, mostrando obras que iam desde o Canadá até à Checoslováquia, quando o Leste ainda estava fechado por uma cortina. Uma vida rica que começou em 1925, cinquenta anos antes de surgir na RTP. A sua relação com os movimentos de oposição ao Estado Novo e ao Partido Comunista Português valeram-lhe duas prisões pela PIDE, mas nem por isso deixou de estar presente no primeiro festival mundial de Animação, em Annecy, França, nos anos 60.

Em 1974 inaugurou um novo programa na televisão, "Cinema de Animação", que duraria 16 anos. Foram mais de mil programas em que mostrou de tudo um pouco, desde a animação norte-americana, canadiana e europeia até aos países de Leste. Logo em 1975 concebeu um curso de Cinema de Animação, do qual germinaria a Associação Portuguesa de Cinema de Animação. E durante tantos anos, nos deliciámos com a animação do Granja.

E diz-se que é o pai da pantera cor de rosa, que não utilizava vozes.

Trabalhou também em publicidade. O seu primeiro contacto com a publicidade foi nos Armazéns do Chiado, que consistia em fazer os cartazes para as montras. Os Armazéns tinham muitas montras, e ele tinha que pintar os cartazes, fazer os anúncios de saldos para a imprensa, quando havia novidades, tecidos novos. Foi quando passou a ocupar-se da secção de publicidade.

http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=117

http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=122

Algumas curiosidades na vida de Vasco Granja

...ainda pipi das meias altas

A propósito de Astrid Lindgren
http://www.instituto-camoes.pt/escritores/saramago/contentotodos.htm

" Este ano, porém, nem sequer a amarga realidade de só nove mulheres terem sido distinguidas com o Nobel de Literatura durante a já longa história do Prémio (entregue desde 1901), deu azo a que se ouvisse o mais brando protesto contra o laureado luso. Milagre? Sem dúvida, porque há dez anos que existe na Suécia uma forte candidata a ele - a escritora de literatura infantil Astrid Lindgren, mundialmente conhecida pela sua Pipi das meias altas e muitas outras obras que deliciam a miudagem do mundo privilegiado onde a criança tem acesso a livros. Com os seus belos 90 anos, é caso para admitir que Astrid Lindgren, tal como o nosso idioma, tenha de esperar também o seu seculosinho para auferir a distinção que agora coube a um escritor de língua portuguesa. "

...a sueca das meias altas



....falam falam, mas não os vejo a fazer nada. Não é o gato fedorento, não. Queixam-se que a televisão, de uma forma geral, só dá porcaria. Perdeu a qualidade, salvo rara excepção. Existem programas didácticos e alguns interessantes, se pararmos pelo canal 2. Mas quem é que se preocupa em ver - estar atento - e transmitir essa cultura, também, aos mais pequenos. Muito pouca gente. Pois, eu acredito que tem a ver com a cultura de cada um. Que se pode cultivar. É só existir um pouco de cuidado e de incentivo. A nossa formação começa e é desenvolvida, de muito pequeno, nos e pelos nossos pais. Nos desenhos animados é a mesma coisa. Experimentem perder um tempinho e correrem os canais, inclusivamente, os da TV Cabo e é só violência, sangue, sexo. Os ingredientes corrosivos e caústicos que servem de base à formação dos futuros jovens. Claro que temos sempre o canal 2 que, de alguma forma pequena, não de todo suficiente, colmata essas falhas. De resto, é tudo porcaria dispensável mas que eles retêm. E utilizam-na no dia a dia. O mais grave, quanto a mim.
Na época de 50/60 existiam outros desenhos animados menos violentos e pelo menos, mais educativos. A pipi das meias altas marcou a minha época. Mas quem não se lembra dela. Na altura enchia os écrans e a nossa cabeça, com outro tipo de valores que deixaram de viver connosco. Provavelmente, as crianças ou os adolescentes de hoje, dir-me-iam que é uma treta. Mas a questão aqui, não foi só relembrar a época, na qual existiam projectos de programas instrutivos, assim como os desenhos animados tinham como finalidade; construir a cabeça das crianças de uma forma mais construtiva e não tão destrutiva, como hoje acontece, para eles e para os que os rodeiam.
IUPI IUPI!!! pipi

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Luís Sepúlveda

Um dos meus escritores preferidos, não podia deixar de ser referenciado neste blog. Estou a falar de Luís Sepúlveda com livros tão bons e ilustremente expressivos. Comecei a reler um livro que, por acaso, está comigo e não é meu. As rosas de atacama. São histórias marginais, como ele lhe chama. São estórias soltas de pessoas que conheceu ou de situações ou lugares que vivenciou. Logo, na primeira estória "historias marginais" ele fala do sofrimento e das atrocidades cometidas em Bergen Belsen. Num de tantos campos de concentração onde foram vítimas, tantas e tantas pessoas, sob a ditadura de Hitler.
Sepúlveda esteve nesse campo. Visitou os fornos crematórios e esteve em camaratas onde lhe parecia cheirar, ainda, a morte. Tantos anos depois.
Faz menção ao caso de Anne Frank, e ao seu diário, que se tornou tão conhecido. http://www.starnews2001.com.br/anne-frank/anne-frank.html.

Todavia, morreu muita gente que não se tornou conhecida. Já dizia Goebbels: ... que as mortes eram uma simples estatística! Sepúlveda, aquando da sua visita a este campo deparou-se com uma inscrição gravada, provavelmente, com uma faca, ou com um pau onde dizia o seguinte: "Estive aqui e ninguém contará a minha história" - ele relata, como sendo uma das situações que mais o impressionou.
Aconselho a conhecer a obra impressionável de Sepúlveda.

Arthur Miller

http://www.pbs.org/wnet/americanmasters/database/miller_a.html

Morreu aos 89 anos um dos dramaturgos americanos mais notáveis dos últimos 50 anos, Arthur Miller. Nunca li nada sobre ele. Só sei o que ouvi nas noticias. Foi casado com a Marilyn Monroe de 1956 a 1961. E que sofria de cancro, pneumonia e problemas cardíacos. E que uma das peças mais famosas, A Morte de um caixeiro viajante, foi encenada no Brasil. Outra tão ou mais importante dado a intenção para a qual foi criada : As bruxas de Salém. Parece que terá sido escrita em resposta ao senador McCarthy e à cruzada que o Comité de Actividades Anti-americanas do Congresso realizou contra simpatizantes do comunismo.
Na altura do 11 de Setembro, também se mostrou preocupado com as medidas de emergência adoptadas pelos Estados Unidos. Uma vez que, a legislação adoptada previa que os não-americanos acusados de ajudar o que os Estados Unidos consideram "terroristas inimigos do país" poderiam ser julgados em tribunais militares.
Em entrevista à BBC na época, Miller disse que temia a erosão dos direitos civis nos Estados Unidos. Pensava-se e parecia que o governo americano "estava a aproveitar-se" da situação para aumentar o seu poder sobre o indivíduo. That´s all folks!!! À boa maneira americana

Perto demais...

Fui ver o fds passado o filme CLOSER. A primeira impressão foi estranha e esquisita. Nem sabiamos bem o que pensar do filme. Quais as conclusões. Quais as ilacções a extrair. Bom, o que é facto, é que falámos um pouco sobre ele e, não conseguimos chegar a lado nenhum. A única palavra comum que nos saía da boca: relações. Sim, o filme era sobre relações, mas o mais interessante, e que não me tinha apercebido, é existir nele um grande paralelismo com a actualidade. As relações, hoje em dia, são mesmo estranhas e complicadas. Passamos o tempo a deslumbramo-nos com alguém que pensamos ser o tal. Logo a seguir, vem o desencantamento, a decepção. Ou conhecemos outra pessoa e pensamos, que afinal é aquele, o tal, e não o outro. Apaixonamo-nos e desapaixonamo-nos com muita facilidade. Andamos à procura do impossível. Da perfeição. Do que não existe. E nem sequer lutamos pela possibilidade da perfeição. Como é possivel dizer-se a alguém "Amo-te" se, a seguir nos encantamos com outra pessoa. Não se faz cedências. Não há tolerância. Não há, acima de tudo, respeito e verdade nas relações. Não pode ser amor. Aliás, o filme não vem relevar novidade. Confirma o nosso egoismo, narcisismo e a preocupação de cada "eu" ser feliz. E mais nada.
Existe primeiro, um grande auto-desrespeito e desrespeito entre casais, onde a verdade e a cumplicidade são completamente estranhas. Desculpem-me a expressão: Andamos a passar o tempo, uns com os outros e de mão em mão.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Já é tarde .... mas



... para se fazer homenagem às vítimas do Holocausto, jamais: Treblinka....Birkenau.....Auschwitz
Não quis deixar passar em branco, a nota mencionada no Público, após 60 anos.

http://dossiers.publico.pt/dossier.asp?id=1383

http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1214254&idCanal=1383

Para a esquerda os que vão morrer, para a direita os que estão aptos a trabalhar

"Ainda trazem as suas roupas vestidas, algumas mulheres seguram sacos nas mãos. São judeus húngaros acabados de chegar. Era o final da Primavera de 1944. A grande maioria deles não viveria mais do que algumas horas depois do momento em que um oficial das SS tirou esta foto."

"Era naquele cais que a vida e a morte se decidiam, com um gesto rápido de um dos oficiais nazis. Para a esquerda iam os que iriam morrer naquele mesmo dia, geralmente os mais velhos, as mulheres, as crianças, os doentes. E para a direita os que ainda estavam aptos a trabalhar. Para estes a esperança de vida era de alguns meses".

Relíquias esquecidas ou pouco lembradas



http://www.ancruzeiros.pt/anclfarois.html

http://dn.sapo.pt/2005/01/16/artes/a_arquitectura_farois_portugueses.html

Em conversa com uma amiga, deparei com uns depliants que ela tinha na secretária sobre faróis portugueses. Ela está a fazer uma colecção para o pai que sai num jornal diário, creio eu - não me lembro do nome - e , senti curiosidade, seria bom ler alguma coisa, sobre.

Sabiam que em Portugal, o primeiro farol acendeu-se na Torre do Convento de São Francisco, no Cabo de São Vicente, perto de Sagres, em 1520. Só no continente existem 13 faróis.

As ilhas da madeira e dos Açores começaram a ser alvo de atenção apenas em 1870, com a construção do farol da ponta de São Lourenço, na Madeira, seguindo-se em 1876 a ponta do Arnel, em São Miguel e no ilhéu de Cima de Porto Santo, em 1900.

Entre 1908 e 1927 foram construídos 16 faróis no Continente e Ilhas. Nestes últimos, já funcionando com células fotovoltaicas, começou em 1981 o uso de energias limpas, iniciando um novo ciclo onde também a automatização faz a diferença.

É de facto, uma grande invenção. Um extraordinário utensilio que prima pela aproximação.

Palavras inclinadas




Demoro sempre pelas que cantam, as que sobem e baixam... As inesperadas...
Aperto algumas, subitamente, ditados, sentenças e termos amados...
Brilham como seixos luzidios e saltam como trutas nos rios...
Algumas são tão belas que quero segurá-las em voo;
Outras são possantes e puras como frutas,
E bravas como restos de naufrágio, e mais além o universal torna-se comum.
São doces, escuras, transparentes, penosas e criam raízes..... Vivem na bonina, apenas, desabrochada e exaltam aquele apetite voraz que nunca se viu, mas perdem-se no tempo que costumamos esquecer.
São guerreiras, ferem a inaplicabilidade de meras sínteses.
Outras ausentam-se incompreendidas nas trevas do nosso íntimo.
São culpadas víeis couraçadas e enclausuradas, pela indiferença teimam a sobreviver.
São postas de lado, não carece, e inadvertidamente são guardadas, ganham vida, e desforram-se na inexplicável letargia serôdia.
Evaporam-se em qualquer pensamento e deitam-se a dormir.
Outras mais gélidas permanecem na conveniência do nosso consciente, prontas, nunca as ponderamos e seguem peregrinas. Morrem à chegada. Modos sábios nas sebes da intimidade, pois vagueiam na insuspeição da nossa recusa passível, quanta semelhança. Nascem Amadas! Repudiadas! Rendidas! Atraiçoadas! Sentidas! Inclinadas!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Vermeer





http://www.pitoresco.com.br/universal/vermer/vermer.htm

A preto e branco



Espreito e ainda te desejo. Tento escrever no teu corpo, ao longe, nu.
Já é noite. Procuro a cor que te fica bem. Melhor. Estás a preto e branco.
Afinal, é triste presenciar um corpo que se afasta e morre em si próprio.
A melodia que, outrora, tinhas, arrasta-se em palavras expostas e sem cor.
Procuras silêncio. O teu silêncio.
Destapo a vergonha que sugere no imenso delineamento dos contornos,
E caminho do teu rosto para a infinidade, no chão dos meus olhos,
busco paz e serenidade ao tocar-te ...
conquisto o conceito contemplativo da espiritualidade ...
Vejo-te a preto e branco.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

...onde posso ser eu

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Alguém escreveu: "um dia destes encontro-me".....Já me aconteceu. Por momentos. Estive comigo e senti-me detentora da vida. Mas perdi-me logo a seguir. Em questões de auto-análise, a demanda do eu é algo que, poucos, conseguem e sabem fazer. Perdi-me de vista, algures, e nunca mais acreditei que me pudesse (re) encontrar e (re) conhecer. A capacidade está na força e resistência à luta que travamos da aceitação do nosso eu mais empobrecido. (Re) encontrei-me em coisas tão banais quanto as pinturas vivas e plenas de cor e perfume das planícies alentejanas, em confortos varonis de fim de tarde escurecendo praias soalheiras e inexploradas pelo Homem onde ainda se desfruta da linguagem deleitosa que o mar tem para nos oferecer, ou em terreno estranho, sentindo cheiros novos e mistos. Combinados de mesclados que se misturam com gentes e culturas genuinamente diferentes. Realizo-me, onde posso ser eu., e onde sinto apreço pelo vivencial. O eu mais recôndito e tímido anuncia-se e desperta em mim uma euforia, como se passasse para um estado completamente infantil e afortunado. Podemo-nos encontrar nestas situações simples, e que parecem não ter nenhuma importância. Renegar ao instinto mais básico, é não acudir à e irrequietude, perseverança e irreverência e dispensarmos a espontaneidade mais instantânea da vida. Onde posso ser eu!

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Experimento

Afinal, tenciono chorar. Tento. Deixei de contemplar. Planeio um sorriso. Rascunho um cheiro que me apetece. Tento amar o tino. Experimento sentir. Estas, parecendo, banalidades inatas, têm-se tornado significativamente essenciais. Residem emperradas. Rodeiam as acções e os verbos e substantivos, e captam vida ao deambular na mente de uns para brotar na de outros. Não se soltam, por receio do infortúnio ou por adquirem a capacidade de se auto-julgarem. Afinal, o que é o julgamento? Só sabemos que vivemos sob o seu tecto. E por mais que se ignore, existe a denúncia ao nosso próprio fim. Imagino incertas e diferentes escadas para cima e para baixo, sem que nelas existam patamares, e vingam com particular astúcia, a sua actividade. O não conseguir ultrapassá-las. Desconhecê-las. Revelam-se estranhamente esquivas.O feito seria ultrapassar simples estorvos e vislumbrar o seu reconhecimento, face aos nossos empenhos, aos quais, mais lúcidos se tornariam, se não nos rendêssemos à costumagem fosca e enraizada do nosso pequeno grande (i)mundo.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

pelo Belo...

Tenho vindo a reparar na campanha publicitária da Dove. Suscita curiosidade a qualquer um. É obrigatório parar. No mínimo, são campanhas provocatórias. O que é a beleza real? Põe em causa e incita a, toda uma série de definições de estereótipos limitados e sufocantes de mulheres escanzeladas. Começa-se a acreditar que a beleza real pode ter várias formas,idades e tamanhos. Penso que é altura de se acabar com mensagens e recadinhos que acirram, denegrindo a imagem das gordas. Força, Dove!!!