"A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais..." - Sofia de Mello Breyner Andresen,
domingo, março 03, 2019
No teu deserto
Encontro-te
A impunidade vence
A justiça divina não se manifesta
Por onde andas que foges de mim
A toda a hora
Assim como os acidentes naturais surgem.
E sem te esperar
Eu saí de ti, chegada a hora
A história sem o ser, findara.
Es o meu deserto.
Escondido era onde querias estar
Era escape com jeito
Fosse o que fosse.
Afinal não era Amor!
À atenção conheci-te desatenta!
Por entre juntos carcomidos
De rios de sofrimento
O início de algo, e distrações foram
saindo de mim e finalmente
Entendi. Nao podias amar!
Eras como arma de arremesso
Que me deitava sem forças,
Força que eu perdera ....e
isso importava
Eu importava e era significante
No teu mural universal
Em que te aprazia dominar
Similares palavras, vozes e ecos que feriam,
Eu que te ouvia com verdade
Comecei a amar-te
A quem nunca prendi
A quem deu um salto livre
A quem se quis a teu favor
A quem te amou desesperadamente
A quem te compreendeu.
Afinal precisavas de alguém
Para te escutares somente a ti
Será que vês
Ou só metade do queres ver
E rever ou reverter em prol de ti
Todos os dias, és um erro crasso
Que atinges os fracos
E aqui só os fracos amam.
Que amor é esse que vive
No choro, no chão, no ardor da alma
e que ainda me deixa sem paz
E aos fortes, estes queixam-se
De mentiras ,ou de verdades inventadas
E aos que não têm forma
dizem que o amor é injusto
Eu amo sem ti
E amo sem nunca mais te poder amar
O fim deixa-nos sem palavras
Qualquer que seja o fim
Algumas verdades demoram
o seu tempo
E um dia apanham-te!
E apanham da mesma forma
Que me reconheci em ti
Chegaste perto demais.
E mais foi mais.
Nunca mais chegava e quando
Chegou, foi o final
Foi assustador e belo,
Nem te apercebias
Como acendias uma luz em mim,
Como fazias chegar a nós o melhor de mim.
Só tu me fazias sorrir e até isso
Me levaste
Mas o amor não faz sentido
para quem está de fora.
Para quem nunca o conheceu.
Afinal estavas de fora.
Afinal amo sem ti
Amo-te na perda.
És o meu deserto!
quinta-feira, fevereiro 14, 2019
Metamorfose
Acidentalmente, encontrei memórias!
Pulei da cadeira, exclamei agoiros
e o meu coração galgou
Que nem um galgo insensato!
Mais do que é possível?
Ainda soam inconvenientes
As surpresas indevidas,
do que é suposto ser “acidente”!
Sempre tento desviar estas ocorrências!
Imprudência é o que me ocorre pensar
Cautelosamente, limpo o que surge vagueando …
Em resquícios de informação digital …
O resultado ímpar de um descuido, faz a diferença…
Vestígios perdidos algures em gavetas, ou armários,
Notas, piadas e rascunhos e risos rabiscados
Nalgum pedaço de papel achado
Lembranças perigosas!
Que me fazem perder…
Perdida dos outros, em redor, de TUDO!
Sons céticos e extemporâneos pairam
Sistematicamente,
surgem algures quão tombos instigam
Em frases ou expressões mormente se contemplarão
Em sintonia? Nunca mais!
Nem a escrita me salva.
Tal ferocidade és que empobrece e devastas
O que o Pouco ainda mantém de pé!
Enquanto a vida desaparece de mim…
A vida aconteceu e
a alma viveu
e o espírito acelerou quando o tempo deixou e foi mestre
Hoje, sobra a apatia para me lembrar…
Tento encobrir emoções,
Amparo algumas
Deixo-as sentadas a um canto,
Constantemente repousam amorfas.
Fujo delas!
Finjo que não as identifico!
Um estado de dormência crónica!
Imóveis, devem permanecer
Certamente “imperfeição” necessária!
Diria alguém que não sabe o acontecido!
Assusta a forma que deve (de) ser, a natural
em intrínseca
repressão.
E, o Ser que já foi meu,
o que a verdade ajusta à autenticidade
acelera e vai…
registando e transformando jocosamente a essência!
EM alguém que habita em mim, que não conheço.
Essa impressão é inabalável!
A mente detém o poder e
Vai criando tantos papéis.
E nunca senti tamanhos e diferentes…
E atuam anuindo e, ao recetor adequo-me e se…
experimento tantos!
Só sei que me esgota,
E recomeço este vicio, uma total degradação!
A cada dia e a cada noite, construo-as e desfaço-as
Não passam de pensamentos solitários.
Pelo meio, esgares de melancolia,
De tristeza, e de choro!
De irritação e de rebelião
De expetativas cruéis, e de inutilidade!
Inútil rebeldia!
Estará a querer renascer?
Finalmente é chegado o momento
Percurso que deve ser limpo!
Atulhado de manias, fábulas e fingimentos e hipocrisias
Sobre o acontecido, seguro o grito
É um clamor surdo, ergue-se do vazio, de um
“caminhar sem sentido”
De um trautear até à vigésima quarta hora
E volta no dia seguinte
à cata de ofensas remoídas e rebuscadas e
só vejo nódoas misturadas com Amor, juras ou
ou promessas tão negras!
Inação e In bravura
versus
sábias e manipuladoras galhofas
Para alcançar o fim que não vi, o esperado
Quando é que tem fim, este fim??
Chegado o desfecho que tu queres!
Desconheço-o… e é o que não quero saber!
Não o quero saber. Nunca o quis saber,
Apenas conheço o que senti! Mais um cabeçalho, era!
Neste momento, nada é Nada!
Aprendi a ver o Impossível
Instrui a alma a encontrar-se com a dor
Aprendi a existir impassível
E escolho, o não me permitir a sentir mais nada!
Os desenganos permanecem na última “narrativa”
A que envolvia luz e magia
A realidade do que se é e do quão se sente…
- “És tu!” Sim. Sou eu!
Onde é que andas? Eu?
Perdi-me perdidamente em ti
És O meu erro, O meu sem retorno, O meu desazo.
Eu contemplo-me de fora, e assisto:
Que te perdeste. Que te desperdiçaste.
Que te esbanjaste. Forçaste o tempo a dar-te atenção!
Percebes que não queres o fim… queres que o tempo te agarre
Queres que te apanhe…te console … e te diga que nada aconteceu!
Nem te consigo salvar de ti própria
Será que há um momento em que percebemos a complexidade dos
acasos?
A urgência do que nos faz sentido? A Vida, no fundo!
Ou das palavras que nos saem sem pensadas
Ou que se tornam arrependidas, ou lamentáveis ações que se
desvinculam
Quando seduzimos a tentativa de esquecermos alguém???
A necessidade advém do pavor do que não conseguimos
esquecer.
Afinal o que se tenciona fazer depois
Abandonar a mágoa.
Tendencialmente, largar o milagre,
o que se
metamorfoseia em pesadelo
Todos os dias, sou a metamorfose de mim própria
terça-feira, fevereiro 12, 2019
Veda-te órgão monstruoso que és
As lembranças queimam
Traem e enganam e devastam…
Nem sobejam os vigores, as robustezes!
Simplesmente és o intento da mente,
A estória germinou, e inventas
E crias, e compões, e constróis …
Nada!
Nada!
Nem o Nada se transforma em significado,
Era leal e generoso
De qualquer enredo com desfecho justo.
Tudo perdeu o que é seu…
Não há sentido, não há escândalo,
Não há absolvições …
Não há indignação, não há escolha
Não há preceito, NADA.
És só Tu emaranhada
em omissões
Em hesitações, medos e palermices
De algo que brotou imaturo…
E esvai-se… como se o alter-ego
se esvaziasse
Em insignificâncias que se ficaram em palavras!
Tornas-te alerta, até na dúvida reincidente
Na dor que atravessa verdades tão nítidas
… que nunca quiseste ver!!
Perdeste-te em pormenores desperdiçados,
Juízos alvoroçados recordam-se de ti..
Do fim, do seu fim…
Tentas fartar os dias que não te largam
O que levas deles…
Razões e dias sem NADA
Tempo és esbanjador, gastas o teu tempo
Em tempo de outrem…
A alma sã? Não há salubridade
Apenas se revê nesta alma enferma
Engodos, Iscos,
Chamarizes, Atrativos
Contos engendrados, e espremidos
Não possuem… NADA!
Só pesar!
Angústia e desgosto…
Finalmente, se exibem ….
e “abocanham”.
Destapam o Véu…
Continuamente fusco, basso e sujo
Nunca alumiado e cintilante
Sempre com tonalidades enganosas,
Ias respirando, ias respeitando …
Olhando a luz um pouco enegrecida,
Faltou-te sempre olhar a realidade,
Olhar o facto,
O acontecimento,
e és assim: indubitavelmente vendada…
como se a vida te vendasse os olhos!
Sempre olhaste o mundo com o coração!
Nunca dissemelhante
A tua mente ausentava-se do coração.
És PEITO e viveste sempre na essência,
e tão desligada …
E, objetivamente, o que alcançaste?
Ao cogitar, NADA
Ao refletir o sentir, contemplavas tolices
O que atentaste, racional, sobre?
O que o coração Te segredava...
E te levariam onde? a NADA
E sustentam esta narrativa, efabulando
… A alma enferma que te tornaste
Acredita, é o pior
estares doente...
estares doente...
E o pior ainda é destapar O choro,
Ao que não quiseste ver …
Ou o que deixaste de querer ver…
Ou o que o pestanejar não viu
O coração vê, viu e via só o que o alegrava…
Sempre ingénuo e fraco…
Irresponsável e não soube coar o essencial
Nem impede nem veda!
Vedar o coração, ninguém sabe! quem o sabe??
Veda-te órgão monstruoso que és,
Veda-te aos desventurados: aos que te veneram e acreditam que em ti
está a solução !
está a solução !
Sempre que ele se desloca, brinca, move,
e bombeia, Atrozmente!
Vede: crescem muralhas
em mim
Caminha coxo, emuralhado
Ela aguarda até que o desassossego volte, de novo, a ser
salutar!
E aprender a recuperar para os que bem-querem
A alguém que não sou Hoje!
Outubro 2018
Outubro 2018
segunda-feira, junho 25, 2018
O que serei eu, depois de ti?
Oh silêncio...
Ensurdecedor, és mais do que isso!
Destróis: - Cala-me a alma!
Nela vivem as palavras, não são mudas … ora fossem
Assumem a vida, o corpo e o som...
Que lhes apetece,
e não abandonam à vontade
Ressoam dentro de mim, dizem-me:
como a cegueira e a inércia
Da verdade…
É disparate, baseada em equívoco
E a mentira houve infindas
Desta narrativa tola que se construiu:
Romanceando, fracassámos ao objetivo!
Fabricado ou não… eu senti amor à vida!
Vida, que entrementes se olvidou!
Os vocábulos surdos ainda me ganham!
Quando surge o fim?
o que Não é ilegal no coração?
É desse que falo: Quando é que se sabe?
Quando? Tantas teses …
Quando é anunciada a sua morte?
Quando morre o “sei-te de cor”?
Toda esta panóplia de palavras
Mutilam e sabem …
Por onde ir…
Como atingir…
Sabem que o peito rebenta.
Só sei que o é, nas minhas mãos,
E durante a noite, vejo-o e
atravessam-na em branco e,
Regressa todas as manhãs!
Me dou conta pela madrugada.
Sempre que acordo e inda te olho.
Tem de ser o fim. É isto que se sente no fim?
Ou é só o fim da narrativa? ou modestamente és término!
Acredito no tempo, ele restaurar-me-á, sei-o que…
Me repõe a imagem autêntica de ti.
Fujo, até mesmo, do silêncio
Qualquer afluente que me leve à margem
Para que não me afogue!
Será que respiro aliviada, ou definho de tormento
és índole instável, e a alma também me seca ….
Aos poucos, alcançarei o outro lado.
Há um rio?
De noite e de dia, do lado onde há vida
Nesse rio, corre a esperança de eu voltar a ser eu …
Tento medir forças e não consigo, ainda, e deixo-me ir …
Espero que a maré me leve …
E aguardo neste inerte modo …
Que me revele o que não foi divulgado
Quero acreditar: que a brisa e o vento oportunos,
Eles levar-me-ão …e que me curem:
Da dor insatisfeita que não me larga!
Como é que se chega á inercia e ao silêncio?
Quanto tanto morre …
Não se anuncia, e O significado todo desensina…
Entender tudo de novo, um principiar
Tudo que é sinónimo é medo de tanto…
Dar e receber, o que temo é, de novo não saber...
Deponho-me em nada
Obrigas-me a:
Reaprender a amar e a reexistir tal como sou!
As falas silenciosas sussurram-me :
És pânico assente em pedaços de papéis rasgados,
que voam da alma, como janelas destapadas
e pedem ao coração: Sangrar até mais não….
Até mais Não poder!
Preserva um desamparo atroz, deve sangrar
E se no fim permanecer… nem ao longe, te terei
É possível que a alma, hoje:
deixe de rir, de sentir, de viver, de beber, de ver…
O tempo tornará muda esta quietude inquietadora e com fala,
A tormenta desabará e no profundo de mim,
vive cada vez mais Este calar que me
Faz fingir que a vida continua
E sim … ela prossegue crua
E terei de continuar, assim dura e impermeável
...me farei
A Ti
A todos
A tudo
Quem ocorrera a mim, em mim? O que serei eu, depois de ti?
Junho 2018
Ensurdecedor, és mais do que isso!
Destróis: - Cala-me a alma!
Nela vivem as palavras, não são mudas … ora fossem
Assumem a vida, o corpo e o som...
Que lhes apetece,
e não abandonam à vontade
Ressoam dentro de mim, dizem-me:
como a cegueira e a inércia
Da verdade…
É disparate, baseada em equívoco
E a mentira houve infindas
Desta narrativa tola que se construiu:
Romanceando, fracassámos ao objetivo!
Fabricado ou não… eu senti amor à vida!
Vida, que entrementes se olvidou!
Os vocábulos surdos ainda me ganham!
Quando surge o fim?
o que Não é ilegal no coração?
É desse que falo: Quando é que se sabe?
Quando? Tantas teses …
Quando é anunciada a sua morte?
Quando morre o “sei-te de cor”?
Toda esta panóplia de palavras
Mutilam e sabem …
Por onde ir…
Como atingir…
Sabem que o peito rebenta.
Só sei que o é, nas minhas mãos,
E durante a noite, vejo-o e
atravessam-na em branco e,
Regressa todas as manhãs!
Me dou conta pela madrugada.
Sempre que acordo e inda te olho.
Tem de ser o fim. É isto que se sente no fim?
Ou é só o fim da narrativa? ou modestamente és término!
Acredito no tempo, ele restaurar-me-á, sei-o que…
Me repõe a imagem autêntica de ti.
Fujo, até mesmo, do silêncio
Qualquer afluente que me leve à margem
Para que não me afogue!
Será que respiro aliviada, ou definho de tormento
és índole instável, e a alma também me seca ….
Aos poucos, alcançarei o outro lado.
Há um rio?
De noite e de dia, do lado onde há vida
Nesse rio, corre a esperança de eu voltar a ser eu …
Tento medir forças e não consigo, ainda, e deixo-me ir …
Espero que a maré me leve …
E aguardo neste inerte modo …
Que me revele o que não foi divulgado
Quero acreditar: que a brisa e o vento oportunos,
Eles levar-me-ão …e que me curem:
Da dor insatisfeita que não me larga!
Como é que se chega á inercia e ao silêncio?
Quanto tanto morre …
Não se anuncia, e O significado todo desensina…
Entender tudo de novo, um principiar
Tudo que é sinónimo é medo de tanto…
Dar e receber, o que temo é, de novo não saber...
Deponho-me em nada
Obrigas-me a:
Reaprender a amar e a reexistir tal como sou!
As falas silenciosas sussurram-me :
És pânico assente em pedaços de papéis rasgados,
que voam da alma, como janelas destapadas
e pedem ao coração: Sangrar até mais não….
Até mais Não poder!
Preserva um desamparo atroz, deve sangrar
E se no fim permanecer… nem ao longe, te terei
É possível que a alma, hoje:
deixe de rir, de sentir, de viver, de beber, de ver…
O tempo tornará muda esta quietude inquietadora e com fala,
A tormenta desabará e no profundo de mim,
vive cada vez mais Este calar que me
Faz fingir que a vida continua
E sim … ela prossegue crua
E terei de continuar, assim dura e impermeável
...me farei
A Ti
A todos
A tudo
Quem ocorrera a mim, em mim? O que serei eu, depois de ti?
Junho 2018
segunda-feira, fevereiro 12, 2018
Encontro-te em sonhos
Encontro-te em sonhos
E apareces ténue
Tens medo que te veja
Escondes que me queres
Receias que o teu coração me não abandone!
Procuras um sentido? E o que diria o Mundo?!
Como esperas que ele te responda…
E as melancolias …
E a ausência …
E as lutas …
Pairam as diferenças, as dúvidas...
Os pensamentos atraiçoam-me ...
As tuas palavras não sei o que dizem …
Guardam-se de ti ...
As que vivem comigo, ajudam-me a lembrar que nunca me quiseste...
E fazer parte de ti... inadequado seria?!
“O amor não é tudo”! alguém disse
Recordo que outrora te declarava: sempre te senti...
Como o pedaço que me complementa …
senão um todo ... para viver ao lado teu!
A dor é só o choro que se torna anormal,
vai sobrevivendo e enquanto suga, brinca, é abusivo
destrói lentamente e, aparenta ter prazer
E as lágrimas caem e saúdam-me a face transformada em tristeza!
Se me iludo? Sei que sim….
Só as rugas, só o silêncio, só a saudade da tua voz, sabem que o choro
que escorre em torno de meus olhos… a ele se tornam ásperas ….
Os dias ásperos sem ti… começa a ser comum e vulgar!
Não quero ser esse ser comum …
nos dias sem ti, quero ser real, ser a existência em ti ….
O céu perde o azul, hoje é cinzento e amanhã escurece, e
Desfaz-se em cinzas
A vida perde, eu perdi….perdi-me e perdi-te para todo o sempre…
E dói, e dói, e a mágoa prolonga-se
E é a vida a exibir-se e a avisar que se demora tanto ...
No sofrimento, eu demorei-me muito…
E a paz que pensei encontrar na tua ausência…
Transforma-se hoje em sonhos…
E agitados e ansiosos …
Não me dão descanso!
Procuro-te em sonhos!
Pois neles, sei que queres saber de mim!
E hoje tenho receio de não sonhar contigo!
Pois é lá que te encontro…
É lá que te toco…
É lá que te beijo...
É lá que te peço o que quero para nós ...
É lá que te digo que te amo...
Não consigo deitar-me…
Não consigo fechar os olhos
Sinto medo que a tua imagem deixe de me velar!
Hoje sei… Sonho é o que tu és
Quero-te ver….
Neles, sou tudo para ti e és tudo para mim
quinta-feira, janeiro 11, 2018
vida Suspensa
E agora...
Há muito tempo que o é...
Conheço-me suspensa...
mas não quero, nem sequer sentir
és tempo irresoluto e, aceito.
Se te aceito, porque me agarras?
não quero, mais, sentir-me assim!
Peço para que me deixes (de sentir)!
Estes anos, semanas, e dias a fio
parecem décadas ...
E perdi o leme!
Até quando me entrego ao sono,
é desorientado, e desorientei-me de mim
E não encontro saída ...
Vagueio algures em nenhures
entre saudades e saudades!
E agora
Há muito que o é...
Ora sem destino,
vagarosamente flutuo à passagem dos dias
e, vou sendo remendo em ascensão,
numa insignificância sem fim.
Nao importa, mas importas a parte...
àquela que não controlo:
"O que sentes e o que pensas
repousa no teu âmago
nunca te enlaçaste...
E serás sempre um perdido"
Quem eras...
O que sabias...
O que conhecias..
E o que querias de mim:
sempre foi de ti,
sempre fiel ao teu oculto...
Nas tuas profundezas
jamais compreendi os ventos impetuosos,
perverteste-me, por momentos...
e deixei: levaste-me a bem, o todo que te dei
só a tua alma sabia o que eu seria ...
um alvo da tua cruzada!
finalmente...A tristeza se foi...
E estás de bem, contigo!
E agora
Há muito que o é...
tudo acontece dentro de mim ..
E neste período de cura
as tentativas espreitam, e não se fatigam ...
chamo a paz para que me acolha ...
brado até, e não dá tréguas,
a minha alma vive em ruína..
parte-se em pedaços... aos poucos
os danos transformam-se valentes,
em permanente sobressalto!
Não! A valentia será sempre minha..
E agora
Há muito que o é...
Desesperada, uno os fragmentos visíveis
para não me afundar!
sinto-me a mudar,
tal crisálida invertida
E sei que, já, não sou quem sou!
quinta-feira, dezembro 28, 2017
engano meu (afinal)
Já não sei quem sou
sei de ti na dor
reconheço-te na desilusão
engano meu (afinal)
foste tu mesmo...
já não conheço os lugares
onde sentia pertencer: fosse o teu abraço,
o teu colo, a tua voz, a tua boca
dissipam-se na dor à noite
No dia seguinte, regressam...
por imagens recorrentes
quão violência gratuita ...
Já não sei quem sou
sei de ti no cansaço
sei de ti nas lutas perdidas
sei de ti em momentos vazios
procuro-te no vazio...
em desditos escamoteados
pela simpatia...
Engano meu (afinal)
Eras tu...
Os beijos soam mais longe
e o som da desilusão recomeça
até à exaustão .. O que desaparecera?!
um ideal transformado em vão....
Engano meu (afinal)
Sempre foste tu...
Já não sei quem sou
palavras ditas e mentidas
eram rebuscadas, e ditavam tudo..
Engano meu (afinal)
Eras tu...
fomos desaparecendo: confortáveis e distantes
E O conforto afasta...
Engano meu (afinal)
Não era Amor.. eras só tu mesmo...
O amor não é para ser integrado...
Sente-se ou não!!!
És de outra pessoa e eu não sou de ninguém!
Talvez consiga voltar a dormir com outro... Ou não!
Talvez volte a entregar o meu corpo a outro... Ou não!
Mas as minhas lágrimas dificilmente deixarão de ser tuas
Engano meu (afinal)! Eras tu!
sei de ti na dor
reconheço-te na desilusão
engano meu (afinal)
foste tu mesmo...
já não conheço os lugares
onde sentia pertencer: fosse o teu abraço,
o teu colo, a tua voz, a tua boca
dissipam-se na dor à noite
No dia seguinte, regressam...
por imagens recorrentes
quão violência gratuita ...
Já não sei quem sou
sei de ti no cansaço
sei de ti nas lutas perdidas
sei de ti em momentos vazios
procuro-te no vazio...
em desditos escamoteados
pela simpatia...
Engano meu (afinal)
Eras tu...
Os beijos soam mais longe
e o som da desilusão recomeça
até à exaustão .. O que desaparecera?!
um ideal transformado em vão....
Engano meu (afinal)
Sempre foste tu...
Já não sei quem sou
palavras ditas e mentidas
eram rebuscadas, e ditavam tudo..
Engano meu (afinal)
Eras tu...
fomos desaparecendo: confortáveis e distantes
E O conforto afasta...
Engano meu (afinal)
Não era Amor.. eras só tu mesmo...
O amor não é para ser integrado...
Sente-se ou não!!!
És de outra pessoa e eu não sou de ninguém!
Talvez consiga voltar a dormir com outro... Ou não!
Talvez volte a entregar o meu corpo a outro... Ou não!
Mas as minhas lágrimas dificilmente deixarão de ser tuas
Engano meu (afinal)! Eras tu!
sexta-feira, dezembro 01, 2017
Abraço que é meu
Gosto de ti,
Não sei que Gosto de ti é este…
Talvez o meu jeito imperfeito de dizer que gosto de ti….
Gosto-te!
E é tanto este Gosto-te que não o consigo proteger …
Reencontro-me de todas maneiras quando estou perto de ti…
E procuro por ti quando não estás
E procuro por ti quando abalas…
Imagino que…
Soubeste-me a tudo que há para saborear,
A intimidade que sinto é tão grande, quanto o toque, que
tanto desejo transporta,
Tinhas um semblante maroto e feliz e olhavas-me com desejo,
A tua mão afagava-me o cabelo, a face e os lábios,
Percorria-la no meu pescoço, enquanto me revelavas segredos
…
E acariciavas-me os seios e, eles agradeciam-te através de
um beijo…
Os meus quadris ávidos ansiavam-me para que me provasses,
A tua perna quente encostada à minha…e fiquei nua para nós!
O sol já tinha descido, escondeu-se, e guardou a magia …
Uma estória ao fim de dia
a perceção dos sentidos deslumbrados e apurados …
E a lua assistiu e velou a nossa chegada …
À lua que tão repleta e feliz, rejubilou e aplaudiu duas essências
que se uniam
Ela riu, assentiu uns laivos de rosa pardo e sentou-se a
ouvir os nossos regozijos
Deleitava-se na estranheza dos nossos olhos…
Eles brilhavam, refletiam a figura disforme da lua a
crescer…
Diziam tanto por nós, qual o preço do amor e da sabedoria …
Mas não se compreendia, lia-se, escutava-se…
E eu leio-te e gosto, absorvo mais capítulos…
Dizias-me, e a estrela cadente
Podes ser feliz… se te sentires livre
O amor tem de ser só pelo amor… pela verdade…
Nada depende quase sempre de nós…
E eu só queria sentir a brisa daquela noite fria na cara…
A lua a iluminar os nossos corpos seminus
Tenho saudades quando partes com o abraço que é meu!sexta-feira, setembro 22, 2017
“As saudades” dilaceram aos poucos
Já não chega a dor de te esquecer...
E o resto? Nego-te em palavras sentidas
enquanto te quero no coração
Quero-te…. Continuo a querer
Tento pensar em ti como fragmento
Porém, só és totalidade e a soma de tanto,
Tens sido frações profundas…
És-me familiar, em mim...
E a tua imagem surge...
Procuro-a na almofada, quando acordo
Procuro-a no espelho pela manhã
no carro quando oiço a Smooth FM
e a tua face ressurge em todo o lado
Mas não te posso querer!
E a tua voz regressa muda …
É preciso, mas reconheço-a,
Longe está que não a oiço
E sinto a falta do teu tom
E quando penso nela:
És como a flauta de pan
Na historia do Flautista de Hamelin
É encantamento aos meus ouvidos
É uma bênção e que me acalma
E colhe o melhor de mim …
Tal é que não me reconheço
Sinto ser outro alguém, outro ser
Que se perdeu neste misto
De tanto e de nada…E agora?
Tenho as lembranças:
os meus lábios reclamam pelos teus
e o meu abraço chama por ti…
A carência de ti, arruína-me
Apodrece-me o coração
Quando não sei nada de ti
O choro alivia-me de ti. Não!
A angústia, a ansiedade
Urge (m) desaparecer…
E vou sussurrar ao tempo
Que me dê mais tempo para eu ter tempo
Para me soltar de ti …
Tanto e em silêncio, tanto …
O esforço é tanto... não te adoro
(grito e tento convencer-me disso)
A vida, tal é, irónica ri de mim…
A coragem desvia-se e afasta feições
(para que não me lembre de ti)
Alma minha, padeces aos poucos
Não sabes de nada, mas….
Todos os dias da minha vida
Quero-te e não te posso querer
Amo-te e então! Não te posso amar!
Renuncio e corroboro...
É um Amor que mata…
E dentro de mim desdiz-se
E a tua imagem surge...
todos os dias da minha vida
Ela testemunha e subscreve
O que sinto….
quarta-feira, agosto 02, 2017
PONTA DA GALÉ
És Ponta
És Galé
Um estado, uma aventura
És a praia da minha laia,
E terás sempre o dom de cura.
Quem diria que te encontrava
Digo: sede a minha salva!!!
És cantinho,
És paz,
És espírito,
És silêncio,
És desassossego!
Tu sabes que és musica perfeita,
Trauteias notas semelhantes …
Sigo as tuas “falas” e as tuas “queixas”
É preciso conhecer-te e escutar
Quietude ou alvoroço…. Faz parte de um todo!
O meu todo…a minha cara!
Quando és vento desordenado
Enquanto és sol escaldante
Sempre que levantas areias do chão…
Realmente, tiras-me do sério!
Mas gostar de ti é isso mesmo!
Neste cantinho de perdição
Deambulo-me em pensamentos
As horas perdem-se
Pelo burburinho das ondas
Deixas ir e vir areal
E com sal e água
Várias formas assumes
Ano após ano…
Na repetida inverneira
Enfrentas intempéries,
Sofres com dilúvios
Prossegues bela e forte
Selvaticamente, és única...
E continuas de pé!
Conheço-te de “ginjeira”
Igual, diferente, distinta
Tens sido uma companheira
E sabes que tens aquela pinta!
sexta-feira, abril 07, 2017
Corpo que ama com dor
Tão perto e sem factos
Nada é irrealizável
Mas manter à tona
Os dias sem me afundar
Em ti…
Parece quase (in) sonhável
Tento ser diferente
Tento ser tanta gente ao mesmo tempo
E até mesmo tu…
Que me perco em palavras e sorrisos
Ora (Des)agradáveis…
Incompreensíveis e rasos
Aos olhos de (os) outros…
Não me interessam outros…
Já só sei que…
Não escuto, não me oiço
Porque o grito de dor é assaz alto
Não me oiço… tento escutar o corpo que fala
O meu corpo grita e chora … adentro e
Mesmo assim… Não me oiço…
Amo com dor
Um corpo que ama com dor
Cumpre e segura o mecanismo de outrora
Ou de sempre,
a mesma música com pesar
De uma vida sem ar, de um corpo sem fala
Desde que o ar é ar
desde que o corpo me (SE) conhece
que me calei
que me segurei
e me sufoco em dições e guardo,
despejadas e brotadas
não passam da boca e se transformam
apenas lágrimas
que moram e permanecem
se és pranto impregnado
se és rio sossegado e quieto
Sim, é quietude
Tento ser quietude
Apenas tento…
Se calhar, sou rio…
Quando tento ser Mar!
ENTRE...
Entre a fúria e a deceção
A vontade e a des(vontade)
Tento fugir à tormenta...
Começas a ser intemporal
E vem a procura de quê...
como ficas? E o que fica?
Um vazio desocupado
às horas como o relógio
padeces todos os dias,
De manhã, quando me esqueço de ti
À noite, nem me lembro quem és
Tornas-te simples e fácil em mim…
Desde que não me falte…
A falta de não te querer
E até quando vais ser fácil…
Já nem sei quem sou…
Desde que saiba quem tu és…
Assim saberei onde me encontrar
Para não me perder … Eu
E saberei, nesse momento, que cheguei
Onde queria chegar… A mim!
terça-feira, abril 04, 2017
Vida que bate …
A vida, por si, ultrapassa
e o tempo decorre como ele quer…
E ao não nos cruzarmos…
O tempo atrasa e vence ao que te disse
Ao que ficou por dizer…
O que nunca me disseste …
Perde-se em pó e para sempre contigo
A mim volteiam esperanças infindáveis
Restam na memória o que ficou de ti…
O que conheço de ti
Movimentos demorados e rodopiantes
Foste fugaz, e unicamente
Em mim vives tu sem água
Morres à sede…
Eu já morri de ti e por ti.
Lua, vento, sol, areia, mar e ondas …. És tu
No teu feitio
A Areia talhou…
Ao semblante marcado pelo Sol...
Cantando ao vento a beleza a descobrir ..
O Mar segredou à Lua que é durante a noite
Que a beleza se manifesta
Singela, baila entre palavras
que se soltam
que se escapam nas estrelas
E caem na minha face.
É na tua cor que me encontro
Verdadeira e palidamente me deixas…
Encadeias-me em paletes que o coração se acha.
Acha quem?
Acho eu, somente, porque te Amo!
terça-feira, janeiro 31, 2017
sexta-feira, maio 27, 2016
Raciocínios perdidos
Perde-se, ganha-se, é o que mais nos interessa.
É o que tem de acontecer, há coisas irracionáveis às quais não temos controle. As ligações que temos com o mundo, as do e no nosso tempo, por vezes, ficam pela metade, se pararmos para pensar - o que raramente fazemos - as que nunca têm inicio nem fim, as que ficam penduradas à espera que o tempo decida e faça o resto (existe um grande desejo, mas se matutam a nossa cabeça, não há arrumação possível).
Existe sim, um hiato entre sucessivos acontecimentos do que queremos que comece e do que queremos que acabe.
E raciocinar sobre o que não tem sentido, para quê? para quem? para nós...
Existe o choro, a saudade, a lembrança: somos animais pensantes e ativos para não perdermos a nossa própria orientação, a nossa racionalidade, recorremos a mecanismos e estratagemas para escapar às emoções "corrosivas".
Existe a distancia do que nos fez perder o "tino" existe uma maior probabilidade de lucidez e clareza. Diria que existem os hiatos da nossa vida , a vida continua com entradas e saídas de gentes, de pessoas que se cruzam connosco, é uma constante mudança de lugares, troca-se esta por aquela pessoa. Os espaços são preenchidos pelo tempo.
Afinal quando se começa, quando se deve começar. quando se decide a começar. Limites e prazos que se mantém suspensos. Há regras? Há timings?
E quando se chega ao fim? Há algum fim nesse sentido, ou fará sentido o fim.
Nunca se sabe ao certo. Não há etapas, nem regras, nem raciocínios, não há tempo para isso. Mas se estas palavras existem e têm significado, porque não lhes dar uso para que tudo faça sentido...
Mas o sentido que tanto, ansiosamente, damos ao que nos acontece, atraiçoa-nos com regras e condições. Infelizmente, a nossa tendência é regrar, e o essencial do que nos acontece, perde-se pelo meio. O que nos marca, verdadeiramente, e que nos faz rir ou chorar é nesse tempo que somos verdadeiramente humanos e sensíveis no nosso estimulo e somos reais, Vivemos a nossa realidade, mas em silêncio... A compreensão só faz sentido no silêncio...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

