domingo, março 03, 2019

No teu deserto


Encontro-te
A impunidade vence
A justiça divina não se manifesta
Por onde andas que foges de mim
A toda a hora

Assim como os acidentes naturais surgem.
E sem te esperar
Eu saí de ti, chegada a hora
A história sem o ser, findara.
Es o meu deserto.

Escondido era onde querias estar 
Era escape com jeito
Fosse o que fosse.
Afinal não era Amor!

À atenção conheci-te desatenta!
Por entre juntos carcomidos

De rios de sofrimento
O início de algo, e distrações foram
saindo de mim e finalmente
Entendi. Nao podias amar!

Eras como arma de arremesso
Que me deitava sem forças,
Força que eu perdera ....e
 isso importava
Eu importava e era significante
No teu mural universal
Em que te aprazia dominar
Similares palavras, vozes e ecos que feriam,
Eu que te ouvia com verdade
Comecei a amar-te
A quem nunca prendi
A quem deu um salto livre
A quem se quis a teu favor
A quem te amou desesperadamente
A quem te compreendeu.
Afinal precisavas de alguém
Para te escutares somente a ti

Será que vês
Ou só metade do queres ver
E rever ou reverter em prol de ti
Todos os dias, és um erro crasso
Que atinges os fracos
E aqui só os fracos amam.

Que amor é esse que vive
No choro, no chão, no ardor da alma
e que ainda me deixa sem paz

E aos fortes, estes queixam-se
De mentiras ,ou de verdades inventadas
E aos que não têm forma
dizem que o amor é injusto

Eu amo sem ti
E amo sem nunca mais te poder amar

O fim deixa-nos sem palavras
Qualquer que seja o fim
Algumas verdades demoram
o seu tempo
E um dia apanham-te!

E apanham da mesma forma
Que me reconheci em ti
Chegaste perto demais.
E mais foi mais.
Nunca mais chegava e quando
Chegou, foi o final

Foi  assustador e  belo,
Nem te apercebias
Como acendias uma luz em mim,
Como fazias chegar a nós o melhor de mim.

Só tu me fazias sorrir e até isso
Me levaste

Mas o amor não faz sentido
para quem está de fora.
Para quem nunca o conheceu.
Afinal estavas de fora.
Afinal amo sem ti
Amo-te na perda.
És o meu deserto!


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