Certa manhã,
Compreendi que fraquejei
Até no som da saudade
A satisfação
Ao segundo é combustão
E vinga-se e passeia
E ri-se soberana nas rotinas,
nem O sol espreita!
Os prantos, esses demoram
A agonia não perdoa,
E perturba lentamente,
E os meses me ganham,
Devagar…
E Saúdam veementes!
De que o sono nunca fora sublime
Esgota e seca
A luz esvai-se,
E nefasta
não tem prazo
E nas carências,
encontro o princípio do final
Mas se morresse!
Se eu morresse amanhã,
Só te deixaria as palavras:
Em cartas de amor
Desgostosas e erradas
Ou não, porém
Seriam de ti,
E, junto à corrente que
Constantemente me arranca,
Apenas na bela tristeza
Reconhecia-nos na música
E quão a partilhámos,
O vento continuaria a soprar
E as folhas continuariam a cair
No outono, ou outra estação do ano
E as ruas continuariam sem nome
Sim
Se eu morresse amanhã,
Escreveria um poema triste
E belo como tu
E apenas na sua tristeza,
O amor que disponho,
E que admito, fracassei:
Poria beleza em teu nome
Por mim, escrito
Nas ruas que nunca tiveram nome!
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