terça-feira, março 19, 2019

Morte – Parte II




 

Certa manhã,

Compreendi que fraquejei

Até no som da saudade

A satisfação  

Ao segundo é combustão

E vinga-se e passeia

E ri-se soberana nas rotinas,

nem O sol espreita!

 

Os prantos, esses demoram

A agonia não perdoa,

E perturba lentamente,

E os meses me ganham,

Devagar…

E Saúdam veementes!

 

De que o sono nunca fora sublime

Esgota e seca

A luz esvai-se,

E nefasta

não tem prazo

E nas carências,

encontro o princípio do final

Mas se morresse!

 

Se eu morresse amanhã,

Só te deixaria as palavras:

Em cartas de amor

Desgostosas e erradas

Ou não, porém

Seriam de ti,

E, junto à corrente que

Constantemente me arranca,

Apenas na bela tristeza

Reconhecia-nos na música

E quão a partilhámos,

 

O vento continuaria a soprar

E as folhas continuariam a cair

No outono, ou outra estação do ano

E as ruas continuariam sem nome

 

Sim

Se eu morresse amanhã,

Escreveria um poema triste

E belo como tu

E apenas na sua tristeza,

O amor que disponho,

E que admito, fracassei:

Poria beleza em teu nome

Por mim, escrito

Nas ruas que nunca tiveram nome!

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