Já não sei quem sou
sei de ti na dor
reconheço-te na desilusão
engano meu (afinal)
foste tu mesmo...
já não conheço os lugares
onde sentia pertencer: fosse o teu abraço,
o teu colo, a tua voz, a tua boca
dissipam-se na dor à noite
No dia seguinte, regressam...
por imagens recorrentes
quão violência gratuita ...
Já não sei quem sou
sei de ti no cansaço
sei de ti nas lutas perdidas
sei de ti em momentos vazios
procuro-te no vazio...
em desditos escamoteados
pela simpatia...
Engano meu (afinal)
Eras tu...
Os beijos soam mais longe
e o som da desilusão recomeça
até à exaustão .. O que desaparecera?!
um ideal transformado em vão....
Engano meu (afinal)
Sempre foste tu...
Já não sei quem sou
palavras ditas e mentidas
eram rebuscadas, e ditavam tudo..
Engano meu (afinal)
Eras tu...
fomos desaparecendo: confortáveis e distantes
E O conforto afasta...
Engano meu (afinal)
Não era Amor.. eras só tu mesmo...
O amor não é para ser integrado...
Sente-se ou não!!!
És de outra pessoa e eu não sou de ninguém!
Talvez consiga voltar a dormir com outro... Ou não!
Talvez volte a entregar o meu corpo a outro... Ou não!
Mas as minhas lágrimas dificilmente deixarão de ser tuas
Engano meu (afinal)! Eras tu!
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