terça-feira, dezembro 13, 2005

Uma campanha alegre

Sou sincera, leio pouco. Deveria ler muito mais.
A informação é tudo e é importante. Devo confessar que me seria muito mais fácil conhecer e lidar com outro tipo de pessoas. Aprofundar os meus conhecimentos e atingir outros e diferentes horizontes. A capacidade e o potencial está em nós, sempre. O mais dificil é exercitar e preparar o "campo" para podermos avançar e progredir.
Pouco tem a ver com o que vou comentar, mas há coisas curiosas. Nem a propósito, ontem li um texto que não conhecia do Eça de Queirós. A campanha alegre. Geração de 1870. Despertou-me a atenção. Li e acho que tem um pouco a ver com a campanha adaptada aos nossos tempos. Senão pensem em Manuel alegre. Não se queria candidatar e acabou por fazê-lo. Talvez por força maior, por amor à camisola, por uma causa... sei lá.
Queria marcar a sua posição. Acabou por ter de ser candidato, pela exigência de grande parte da população socialista ou afecta.
O texto do Eça "Uma campanha alegre" só vem revelar a peixeirada que se adapta e coaduna aos nossos tempos. Tenho pena de não ter encontrado esse texto nalgum site. Deixa-lo-ia para relerem ou para quem não conhece. Mas não encontrei.

http://www.releituras.com/equeiroz_menu.asp

segunda-feira, dezembro 12, 2005


Nunca se fala das mãos.
Elas dizem tanto e tão pouco.
Elas, falam de nós.
Elas também, fazem por nós.
Elas traçam percursos que só, aos entendidos, deixam ler.

Revestidas por pele, nervos e veias elas exprimem a nossa personalidade.
confere-lhes o poder delicado de tocar, cheirar, sentir e beber.
São felizes, não sentem culpa.
Falam, simplesmente pelo toque.
descobrem, pelo cheiro.
Abrem portas definhadas de vidas sofridas, calejadas pelo tempo.
escritas amargas de dores inesqueciveis. Algumas irreveláveis.

Outras sabem esquartejar, matar e banir.
nunca aprenderam a pintar e a esculpir.
Mas elas falam de nós.

sem nexo


quase sempre o que se diz, não tem nexo.
quase sempre o que se sente, não tem fala.

terça-feira, dezembro 06, 2005


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

segunda-feira, novembro 28, 2005

Um domingo qualquer,

uma exposição agradavel.

http://www.gulbenkian.pt/v1/home.asp
Vento discorde, circundante,
Traz, de novo, contigo o poder de uma doce metamorfose
Entre pétalas e ramagens,
anuncias rendez-vous esbatido em cores e cheiros.
Assemelhas-te a, ósculos que ao de leve tocam e marcam.

Em tempos, jorravas brisa constrangida, numa jocosidade impetuosa,
Recordo um rio a fluir, maresia, o mar profundo …
torrentes espalhadas figurantes, entrelaçavam-se em vagas
dilaceradas por qualquer embarcação.
No entanto, mimavas a imensidão pura e selvática,
Sabia o que fazer... descaradamente me alumiavas.

Continuas a ser aquele beijo que nunca mais vi,
Para mim eras mar e vento,
Eras a natureza em bruto,
A nostalgia lembra-te belo e ténue
Época houve, em que me perdia em ti,
Uniam-se à minha chegada e,
Eras uma doçura, quase incompreensível ao sabor.

Gosto, toque, doce ainda te tenho na boca.
Hoje belicosamente só me sabes a sal,
tormentas interiores abandonadas em saliva,
sobrevivem às reminiscências …
Desejo. Visualizo-te. Ao longe. És degrau superior.
Porque me enjeitas.
Longos foram os dias q te bradei, sem resposta
Desafiavas-me, não te reconheço
Pouco te estimei e, foste desenvolvendo espaço vazio.

Vazio, Vão. Oco. Lembranças incompletas,
Palavras rasuradas, inconsequentes
Ofensas destronadas, gestos arrojados.
Só te recordo em bruto.
Ainda eras um molde por descortinar que,
Converti num todo, e basilar, vivias.

Reagias ao olhar, ao toque, ao coração,
E ao teu perfume, criámos a melodia certa
Meiguices dançantes, beijos memoráveis
Na tua música engrandeci.
Recordo-te (em) bruto.
És beijo que não esqueci.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Respiro o teu corpo


Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


Eugénio de Andrade

"Não passes o tempo com alguém não esteja disposto a passá-lo contigo."

(Gabriel García Marquez)

terça-feira, outubro 25, 2005

África (doce viciante)

África

Sonhei um dia
Com as tuas cores
Com o teu perfume
Com o teu sabor,
Provei-te e acaricio-te
Quero sempre mais e
devagar uso o teu gosto.
Sinto a tua falta mas,
se um dia me atrever
cedo à sedução
Que estremecia
naquele horizonte sem fim.
Era Agosto e estava quente
ardia de contentamento.
E o meu corpo viciou-se em ti.
Ainda sonho.
"De amor nunca se fala o suficiente".


Ingmar Bergman, cineasta sueco.

o tempo do Rossio

Já não se passa pelo Rossio.
pecúlio ilustre de existências calejadas,
paredes frias entranhadas de estorias dificeis,
e azedumes de uma ou outra mulher,

escada rolante ou tapete que, corpos infindáveis carregava,
resistentes ou calosos, anafados ou escanzelados,
para cima e para baixo, eram as regras de outrora,
foram do seu tempo, tempo azedo.

por onde se passava,
o relógio lá falava e foi-se gastando o tempo.
O moço, cauteleiro ou jornaleiro
já não tem onde vender.

E os habitués, onde correr.

Aglomerações se viam, sem conta
ancoradouro étnico, cenários mistos
peles combinadas, cabelos multicores,
já não têm porque dançar.

A trote se pavoneavam pelas redondezas,
culturais ou coloridas, de cinzento, ou de preto
e as bilheteiras imponentes, lá cuspiam
os seus bilhetes.

E a azáfama, descontinuada.
Media o tempo do Rossio.

Estação. Rossio. Relógio. Bilheteira.
Escadas. Rolantes. Gentes.
O dia, ainda mal dormia.

Nunca me esqueci de ti

Nunca me esqueci de ti

Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida

É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira

Mas nunca
Me esqueci de ti

Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão

Mas nunca
Me esqueci de ti


João Monge / Rui Veloso

Saiu para a rua

Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura

Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho

Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão

Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura

Saiu para a rua insegura
Vageou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura

Letra de Rui Veloso

segunda-feira, outubro 24, 2005

Almost granted

Nem sequer palavras azedas, ele proferiu, naquele dia. Já não a via há mais de um mês.
E no entanto, já muito pouco havia a dizer, quando estavam juntos.
As suas vidas trilhavam percursos diferentes.
A ambição e o poder ocupava a simplicidade que lhe fora inata. Ela não se importava com isso, desde que ele lhe desse atenção. Também a sua vida iniciava um ciclo diferente do dela. Ele insistia que tinha saudades. Mas quando estava por perto era como se não a visse. Era como se ela tivesse de fazer parte daquele convívio. Para não ferir susceptibilidades. Porque a conhecia há muito tempo. E porque passaram por tanta coisa, juntos. Como tudo mudou. Somente isso. E se ela precisava de companhia, essa companhia era muda. Os valores mudaram. As ausências permanecem. As conversas são diferentes, e no entanto, tão iguais. Os desfechos previsiveis. Os julgamentos e as rotinas não se alteram. As compatibilidades afastam-se cada vez mais. E surge um eco oco em redor, como se por pena, ela assistisse ao desempenho e desenvolvimento do que se passou durante estes anos. Ela mantem-se inerte, à procura de uma luz que a faça despertar, para agarrar o que perdeu.
Um gesto, um aceno. Uma conversa, ou uma troca de vivências. Qualquer acaso que a sustente. Recuperar a cumplicidade que os unia. O saudosismo de uma noite. O alvorecer da gargalhada. E se ele gostava. Alvoraçados se perdiam um no outro.
Elogios desprendidos, se tornaram.
E no entanto, eu estou aqui. E tu para onde te foste?

quinta-feira, outubro 20, 2005

Palavras de Outono

Pela manhã, as palavras acizentam-se;

As faces perdem brilho. O Verão já lá vai.
Os dias são baços e pequenos, de uma insignificante palidez.
O olhar, as falas, há indefinições no caminhar.
O cinza chuvoso empalidece o ruído da avenida
traçando calor sem cor.

As manhãs de outono fogem à definição,
misturam-se em nuvens pesadas nalguns raios de sol
e o amarelo enfraquecido alimenta algumas árvores
(estranhas).

O anoitecer perde-se;
o cinza assume — como o chumbo, escuro.
O céu torna-se mais baixo — pode-se tocá-lo
Arranco um pedaço,
húmido, frio como o cansaço, e o asfalto é sujo
e tinge-me as mãos.

Insisto em pincelar de vermelho, em tons de azul
e aquele amarelo girassol hiato no passado.
As pinceladas tornam-se pesadas.
como os prédios cinza, (enormes prédios cinza)
tão pesados como os vagões cinza, lotados de pessoas
sombrias e, escravas das suas horas cinzas..

Sento-me diante da janela suja:
à espera do sol, à espera do próximo Verão.

A vida se esvai em sons vagos por repressões, ambições vulgares e estúpidas,
são gestos inconscientes em esboços constantes no lençol frio.

o olhar de silêncio é inerte,
divaga o sorriso lento e meus pés ficam cansados
e os sons das minhas mãos beijam terra e pó
em pequenas taças de vinho e sal.

Ecos de uma linha tênue
fragmentos de saudades,
emoções dispersas e soltas
nalgum asfalto cinzento desconsolado.

Lembro-me vagamente destes resquícios,
sensações prazerosas, só já são
apenas traços que a chuva, tenazmente, inunda.

SInce September

Desde Setembro que não vinha aqui. Não tem sido fácil. Nestas semanas após as míseras férias que tive, o tempo de lazer tem sido muito pouco. O trabalho tem sido imenso. O descanso e pequenos intervalos neste espaço não têm, sequer, sido. E a verdade é que a falta de computador em casa tem permitido esta ausência mais acérrima ao blog. Ms as coisas compôr-se-ão e terei um ordinateur chez moi, as soon as possible. Poderei, assim, todos os dias marcar presença neste diário.
Voltará a minha inspiração, Deus queira. Pois desde 2001/2002 que ela não me dá noticias.
O estimulo, a motivação têm andado de mãos dadas por outras terras e gentes.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Rentrée

Regressei de férias. Sinto-me descansada. Apanhei sol e praia. Foi óptimo. Estive com amigos. Ainda consegui sair de Lisboa, por uns dias. É sempre agradavel fugir da poluição e respirar um pouco de ar menos poluído. Agora, o mais dificil é habituar-me à monotonia do serviço, entrar no ram-ram do dia a dia de mais um ano de trabalho.
Ontem, lembrei-me de falar dos meus amigos, no meu blog. São poucos é certo. Mas acho que preciso de falar sobre, dando-lhes um pseudónimo. Por ora, não precisam de saber quem são.
Além de que, podem e devem ser motivo de engrandecimento ou de empobrecimento para o blog. E mais. Poderão fazer parte de uma pequena estória que eu e mais duas amigas nos lembrámos de fazer. Cada uma falar sobre as suas experiências amorosas que tivemos até hoje. Compilamos o trabalho, claro, ter-se-ia que, primeiro que tudo, fazer um projecto e no final uns ajustes para que pudéssemos encaixar os textos, só, numa estória. Interessante, não acham?
O livro poder-se-ia chamar. Na vida de três mulheres. Pela vida de três amigas. Sei lá. Ainda está em embrião.
Aceito sugestões.

sexta-feira, agosto 12, 2005

A vida é bela

A vida é bela. A vida é única. E é compensadora. Nunca lhe damos a importância que ela merece. Da forma como a desperdiçamos. Por vezes, duma forma ignorante ou tacanha.

Complicamos as coisas simples, guerreamos por insignificâncias, vemos o mal onde ele nao existe, destruimos a nossa paz que nasce intacta e ao invés de a alimentarmos só a vergamos à nossa imagem, à nossa maneira. E temos, ainda, de conviver com tanta coisa que odiamos: guerra, poluição, miséria, fome, falta de amor, ganância, poder e, como se não bastasse temos de lidar com a doença, com a morte. É terrivel.

Lembro-me de uma amiga me dizer, em tempos, que ficava feliz e infeliz com o nascimento de uma criança. Percebi quando ela me explicou o porquê dessa infelicidade. O facto de vir mais uma criança a este mundo com tanta coisa que ela tem de assistir, de ver, de sentir na pele como todos nós, coisas que nos desagradam. Se pensarmos que este mundo está cada vez pior e se agrava com o passar dos anos, então que futuro risonho e saudável se pode dar a uma criança. Todo um processo de dor e sofrimento. É óbvio que as coisas boas como a alegria, o amor, a bondade, a solidariedade, também fazem parte. Mas há crianças que, infelizmente, nunca conhecem esse mundo, convivem toda a vida com o lado mau. É justo? Não sei bem. Acho que, por vezes, não sabemos o que fazer com a vida. À nossa disposição, ela passa por nós e nem nos apercebemos que envelhecemos. Com o bom e com o mau, ou o menos bom.

Mas é tão belo estar vivo.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Desajuste

Quem quer produzir neste país, sente-se sempre desajustado.

Naquelas ocasiões especiais, como férias, ou licenças de maternidade ou paternidade, ou saídas repentinas sem motivo aparente ... os serviços ficam sempre por metade e é quando é. Mas há que dar feed back aos que ficam por lá, os que trabalham e mantem o funcionamento, enquanto a outra metade está de férias. Mas não se entende. Os serviços, nessas alturas, deveriam ser assegurados, mas não é o que acontece. Muitas das vezes, não desenvolvem, nem fazem por cumprir o que lhes é destinado. Acha-se que por estar pouca gente no serviço não vai haver problemas. - Errado, é precisamente o contrário - O que vem no contrato deve ser cumprido; tarefas, funções, cumprimentos são talhados inicialmente, assim como, deverão ser mantidos até vencer o prazo do contrato. É para isso que são pagos. Pelos serviços prestados à empresa Y.
Num país que pouco produz, isto é inadmissível. Mas são capazes de reclamar, se não lhes é pago a factura ao fim do mês. Isto é básico. Simples. Em empresas publicas, ainda é pior. Não estão para isso, por outro lado, há sempre aqueles que lhes dá imenso jeito não fazer a ponta de um corno. Esses, saem mais cedo, apanham uma prainha, uma esplanada, um cineminha, sei lá. Pois, ele, há tanta coisa para se fazer lá fora.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Desamor

O que nos leva a abdicar, de um mundo melhor?

De jogos estúpidos e agéis, de formatações virais que contaminam a nossa vida.
Vencem-nos sempre, trapaceiam-nos e moldam o nosso comportamento.
Da nossa vontade que, às tantas, deixa de funcionar.
De orgulhos parvos, de feridas que não saram.
De presunções, sem sentido, de que somos melhores.

Afinal o que a vida nos tem reservado?

Uma infindável hipocrisia e insensibilidade de que tudo corre bem.
De futilidades banais que nos emperram momentos sãos e alegres.
De referências que se estragam, de códigos que nunca se alteram.
De que somos felizes neste ínfimo corre-corre gasto e inverosimil. Será?
De paixões, significados, cumplicidades, desabafos, isso é bom...
Mas a questão é que se vestem de jovial, infantil ou maduro, não deixando de transparecer
um rasgo a hesitante e brutalmente agressivo.

Mas a saudade. Essa dá cabo de nós. Moe-nos, macera-nos e deixa-nos cada vez mais fracos e desapegados. O Desamor vence. Como tem vencido sempre. Desde que o homem se conhece.

Desde que se inventaram os casamentos entre familias de casta, de condição, desde que se inventaram as relações de negócios, desde que se inventaram as regras, os padrões, as igualdades, as estirpes. Desde que apareceu o ressentimento e a desilusão. A desconfiança.
Chega de mansinho e veste a pele de lobo, aparecendo-nos por vezes, de cordeiro, para que não nos sofregue tão depresssa, os tais instantes.
Afinal, o que se anda a fazer?No fim de toda esta odisseia bela, fugaz e rápida, reserva-se-nos a morte. A morte é certa. E o que nos resta? Começamos a contar pelos dedos os ápices que nos encheram a vida. Será necessário haver tanto desamor, tanta raiva, tanta luta para nos desamarmos e desamarem-nos?
Ah, pois é verdade! Temos de provar tanta coisa aos outros e a nós, e nisso o Homem, é eximio quanto baste.