Se te abraçasse
Largava o teu corpo demorado no meu,
E deitava-me com ele, sem doidices
Só para te ter mais ao pé.
Só partilhava
O sossego das manhãs,
o burburinho das tardes
E a excelência das noites.
E o rouxinol.
Ele parava à beira da janela e,
Contar-me-ia de, existências nobres,
Do gotejar da chuva.
Das danças celebradas aos que abandonam a vida
Em labirintos emaranhados.
Se, ao menos, eu te abraçasse
Ficaria descansada.
Os girassóis cresciam e,
O verão chegava.
E o “amanhecer” jamais se ofenderia
Pelo orvalho.
Se ressentia das noites sem dormir.
Se, ao menos, eu te abraçasse
Podia colher uma flor
Que morria á sede.
Trataria dela como um filho, eu tivesse.
Se, ao menos, eu te abraçasse
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