quarta-feira, março 08, 2006

Dia da Mulher

Se te abraçasse

Largava o teu corpo demorado no meu,
E deitava-me com ele, sem doidices
Só para te ter mais ao pé.

Só partilhava
O sossego das manhãs,
o burburinho das tardes
E a excelência das noites.

E o rouxinol.
Ele parava à beira da janela e,
Contar-me-ia de, existências nobres,

Do gotejar da chuva.
Das danças celebradas aos que abandonam a vida
Em labirintos emaranhados.
Se, ao menos, eu te abraçasse
Ficaria descansada.

Os girassóis cresciam e,
O verão chegava.

E o “amanhecer” jamais se ofenderia
Pelo orvalho.
Se ressentia das noites sem dormir.
Se, ao menos, eu te abraçasse

Podia colher uma flor
Que morria á sede.
Trataria dela como um filho, eu tivesse.
Se, ao menos, eu te abraçasse

Sem comentários: