segunda-feira, junho 25, 2018

O que serei eu, depois de ti?

Oh silêncio...
Ensurdecedor, és mais do que isso!
Destróis: - Cala-me a alma!
Nela vivem as palavras, não são mudas … ora fossem
Assumem a vida, o corpo e o som...
Que lhes apetece,
e não abandonam à vontade
Ressoam dentro de mim, dizem-me:
como a cegueira e a inércia
Da verdade…
É disparate, baseada em equívoco
E a mentira houve infindas
Desta narrativa tola que se construiu:
Romanceando, fracassámos ao objetivo!
Fabricado ou não… eu senti amor à vida!
Vida, que entrementes se olvidou!
Os vocábulos surdos ainda me ganham!


Quando surge o fim?
o que Não é ilegal no coração?
É desse que falo: Quando é que se sabe?
Quando? Tantas teses …
Quando é anunciada a sua morte?
Quando morre o “sei-te de cor”?
Toda esta panóplia de palavras
Mutilam e sabem …
Por onde ir…
Como atingir…
Sabem que o peito rebenta.
Só sei que o é, nas minhas mãos,
E durante a noite, vejo-o e
atravessam-na em branco e,
Regressa todas as manhãs!
Me dou conta pela madrugada.
Sempre que acordo e inda te olho.


Tem de ser o fim. É isto que se sente no fim?
Ou é só o fim da narrativa? ou modestamente és término!
Acredito no tempo, ele restaurar-me-á, sei-o que…
Me repõe a imagem autêntica de ti.


Fujo, até mesmo, do silêncio
Qualquer afluente que me leve à margem
Para que não me afogue!
Será que respiro aliviada, ou definho de tormento
és índole instável, e a alma também me seca ….
Aos poucos, alcançarei o outro lado.
Há um rio?
De noite e de dia, do lado onde há vida
Nesse rio, corre a esperança de eu voltar a ser eu …
Tento medir forças e não consigo, ainda, e deixo-me ir …
Espero que a maré me leve …
E aguardo neste inerte modo …
Que me revele o que não foi divulgado


Quero acreditar: que a brisa e o vento oportunos,
Eles levar-me-ão …e que me curem:
Da dor insatisfeita que não me larga!


Como é que se chega á inercia e ao silêncio?
Quanto tanto morre …
Não se anuncia, e O significado todo desensina…
Entender tudo de novo, um principiar
Tudo que é sinónimo é medo de tanto…
Dar e receber, o que temo é, de novo não saber...
Deponho-me em nada


Obrigas-me a:
Reaprender a amar e a reexistir tal como sou!


As falas silenciosas sussurram-me :
És pânico assente em pedaços de papéis rasgados,
que voam da alma, como janelas destapadas
e pedem ao coração: Sangrar até mais não….
Até mais Não poder!
Preserva um desamparo atroz, deve sangrar
E se no fim permanecer… nem ao longe, te terei


É possível que a alma, hoje:
deixe de rir, de sentir, de viver, de beber, de ver…
O tempo tornará muda esta quietude inquietadora e com fala,
A tormenta desabará e no profundo de mim,
vive cada vez mais Este calar que me
Faz fingir que a vida continua
E sim … ela prossegue crua
E terei de continuar, assim dura e impermeável
...me farei
A Ti
A todos
A tudo
Quem ocorrera a mim, em mim? O que serei eu, depois de ti?

                                                  Junho 2018

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Encontro-te em sonhos



Encontro-te em sonhos

E apareces ténue

Tens medo que te veja

Escondes que me queres

Receias que o teu coração me não abandone!

Procuras um sentido? E o que diria o Mundo?!

Como esperas que ele te responda…

E as melancolias …

E a ausência …

E as lutas …

Pairam as diferenças, as dúvidas...

Os pensamentos atraiçoam-me ...

As tuas palavras não sei o que dizem …

Guardam-se de ti ...

As que vivem comigo, ajudam-me a lembrar que nunca me quiseste...

E fazer parte de ti... inadequado seria?!

“O amor não é tudo”! alguém disse

Recordo que outrora te declarava: sempre te senti...

Como o pedaço que me complementa …

senão um todo ... para viver ao lado teu!

 

A dor é só o choro que se torna anormal,

vai sobrevivendo e enquanto suga, brinca, é abusivo

destrói lentamente e, aparenta ter prazer

E as lágrimas caem e saúdam-me a face transformada em tristeza!

Se me iludo? Sei que sim….

Só as rugas, só o silêncio, só a saudade da tua voz, sabem que o choro que escorre em torno de meus olhos… a ele se tornam ásperas ….

Os dias ásperos sem ti… começa a ser comum e vulgar!

Não quero ser esse ser comum …

nos dias sem ti, quero ser real, ser a existência em ti ….

O céu perde o azul, hoje é cinzento e amanhã escurece, e

Desfaz-se em cinzas

A vida perde, eu perdi….perdi-me e perdi-te para todo o sempre…

E dói, e dói, e a mágoa prolonga-se

E é a vida a exibir-se e a avisar que se demora tanto ...

No sofrimento, eu demorei-me muito…

E a paz que pensei encontrar na tua ausência…

Transforma-se hoje em sonhos…

E agitados e ansiosos …

Não me dão descanso!

Procuro-te em sonhos!

Pois neles, sei que queres saber de mim!

E hoje tenho receio de não sonhar contigo!

Pois é lá que te encontro…

É lá que te toco…

É lá que te beijo...

É lá que te peço o que quero para nós ...

É lá que te digo que te amo...

Não consigo deitar-me…

Não consigo fechar os olhos

Sinto medo que a tua imagem deixe de me velar!

Hoje sei… Sonho é o que tu és

Quero-te ver….

Neles, sou tudo para ti e és tudo para mim

 

quinta-feira, janeiro 11, 2018

vida Suspensa

E agora...
Há muito tempo que o é...

Conheço-me suspensa...
mas não quero, nem sequer sentir 
és tempo irresoluto e, aceito.
Se te aceito, porque me agarras?
não quero, mais, sentir-me assim!
Peço para que me deixes (de sentir)!

Estes anos, semanas, e dias a fio
parecem décadas ...
E perdi o leme!
Até quando me entrego ao sono,
é desorientado, e desorientei-me de mim
E não encontro saída ... 
Vagueio algures em nenhures
entre saudades e saudades!

E agora
Há muito que o é...

Ora sem destino,
vagarosamente flutuo à passagem dos dias
e, vou sendo remendo em ascensão,
numa insignificância sem fim.

Nao importa, mas importas a parte...
àquela que não controlo:
"O que sentes e o que pensas
repousa no teu âmago
nunca te enlaçaste...
E serás sempre um perdido"

Quem eras...
O que sabias...
O que conhecias..
E o que querias de mim:
sempre foi de ti,
sempre fiel ao teu oculto...

Nas tuas profundezas 
jamais compreendi os ventos impetuosos,
perverteste-me, por momentos...
e deixei: levaste-me a bem, o todo que te dei
só a tua alma sabia o que eu seria ...
um alvo da tua cruzada!
finalmente...A tristeza se foi...
E estás de bem, contigo!

E agora
Há muito que o é...

tudo acontece dentro de mim ..
E neste período de cura
as tentativas espreitam, e não se fatigam ...
chamo a paz para que me acolha ...
brado até, e não dá tréguas,
a minha alma vive em ruína..
parte-se em pedaços... aos poucos
os danos transformam-se valentes,
em permanente sobressalto!

Não! A valentia será sempre minha..

E agora
Há muito que o é...

Desesperada, uno os fragmentos visíveis
para não me afundar!
sinto-me a mudar,
tal crisálida invertida
E sei que, , não sou quem sou!

quinta-feira, dezembro 28, 2017

engano meu (afinal)

Já não sei quem sou
sei de ti na dor
reconheço-te na desilusão
engano meu (afinal)
foste tu mesmo...

já não conheço os lugares
onde sentia pertencer: fosse o teu abraço,
o teu colo, a tua voz, a tua boca
dissipam-se na dor à noite
No dia seguinte, regressam...
por imagens recorrentes
quão violência gratuita ...

Já não sei quem sou
sei de ti no cansaço
sei de ti nas lutas perdidas
sei de ti em momentos vazios
procuro-te no vazio...
em desditos escamoteados
pela simpatia...
Engano meu (afinal)
Eras tu...

Os beijos soam mais longe
e o som da desilusão recomeça
até à exaustão .. O que desaparecera?!
um ideal transformado em vão....
Engano meu (afinal)
Sempre foste tu...

Já não sei quem sou
palavras ditas e mentidas
eram rebuscadas, e ditavam tudo..
Engano meu (afinal)
Eras tu...

fomos desaparecendo: confortáveis e distantes
E O conforto afasta...
Engano meu (afinal)
Não era Amor.. eras só tu mesmo...

O amor não é para ser integrado...
Sente-se ou não!!!
És de outra pessoa e eu não sou de ninguém!
Talvez consiga voltar a dormir com outro... Ou não!
Talvez volte a entregar o meu corpo a outro... Ou não!
Mas as minhas lágrimas dificilmente deixarão de ser tuas
Engano meu (afinal)! Eras tu!




sexta-feira, dezembro 01, 2017

Abraço que é meu


Gosto de ti,
Não sei que Gosto de ti é este…
Talvez o meu jeito imperfeito de dizer que gosto de ti…. Gosto-te!
E é tanto este Gosto-te que não o consigo proteger …
Reencontro-me de todas maneiras quando estou perto de ti…
E procuro por ti quando não estás
E procuro por ti quando abalas…
Imagino que…
Soubeste-me a tudo que há para saborear,
A intimidade que sinto é tão grande, quanto o toque, que tanto desejo transporta,
Tinhas um semblante maroto e feliz e olhavas-me com desejo,
A tua mão afagava-me o cabelo, a face e os lábios,
Percorria-la no meu pescoço, enquanto me revelavas segredos …
E acariciavas-me os seios e, eles agradeciam-te através de um beijo…
Os meus quadris ávidos ansiavam-me para que me provasses,
A tua perna quente encostada à minha…e fiquei nua para nós!
O sol já tinha descido, escondeu-se, e guardou a magia …
Uma estória ao fim de dia
a perceção dos sentidos deslumbrados e apurados …
E a lua assistiu e velou a nossa chegada …
À lua que tão repleta e feliz, rejubilou e aplaudiu duas essências que se uniam
Ela riu, assentiu uns laivos de rosa pardo e sentou-se a ouvir os nossos regozijos
Deleitava-se na estranheza dos nossos olhos…
Eles brilhavam, refletiam a figura disforme da lua a crescer…
Diziam tanto por nós, qual o preço do amor e da sabedoria …
Mas não se compreendia, lia-se, escutava-se…
E eu leio-te e gosto, absorvo mais capítulos…
Dizias-me, e a estrela cadente
Podes ser feliz… se te sentires livre
O amor tem de ser só pelo amor… pela verdade…
Nada depende quase sempre de nós…
E eu só queria sentir a brisa daquela noite fria na cara…
A lua a iluminar os nossos corpos seminus
Tenho saudades quando partes com o abraço que é meu!




sexta-feira, setembro 22, 2017

“As saudades” dilaceram aos poucos



 


Já não chega a dor de te esquecer...

E o resto? Nego-te em palavras sentidas

enquanto te quero no coração

Quero-te…. Continuo a querer

Tento pensar em ti como fragmento

Porém, só és totalidade e a soma de tanto,

Tens sido frações profundas…

És-me familiar, em mim...

E a tua imagem surge...

Procuro-a na almofada, quando acordo

Procuro-a no espelho pela manhã

no carro quando oiço a Smooth FM

e a tua face ressurge em todo o lado

Mas não te posso querer!

 

E a tua voz regressa muda …

É preciso, mas reconheço-a,

Longe está que não a oiço

E sinto a falta do teu tom

E quando penso nela:

És como a flauta de pan

Na historia do Flautista de Hamelin


É encantamento aos meus ouvidos

É uma bênção e que me acalma

E colhe o melhor de mim …

Tal é que não me reconheço

Sinto ser outro alguém, outro ser

Que se perdeu neste misto

De tanto e de nada…E agora?

Tenho as lembranças:

os meus lábios reclamam pelos teus

e o meu abraço chama por ti…

 

A carência de ti, arruína-me

Apodrece-me o coração

Quando não sei nada de ti

O choro alivia-me de ti. Não!

A angústia, a ansiedade

Urge (m) desaparecer…

E vou sussurrar ao tempo

Que me dê mais tempo para eu ter tempo

Para me soltar de ti …                                 

Tanto e em silêncio, tanto …

O esforço é tanto... não te adoro 
(grito e tento convencer-me disso) 

A vida, tal é, irónica ri de mim…

A coragem desvia-se e afasta feições
(para que não me lembre de ti)

Alma minha, padeces aos poucos

Não sabes de nada, mas….

Todos os dias da minha vida

Quero-te e não te posso querer

Amo-te e então! Não te posso amar!

Renuncio e corroboro...

É um Amor que mata…

E dentro de mim desdiz-se

E a tua imagem surge...

todos os dias da minha vida

Ela testemunha e subscreve

O que sinto….

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, agosto 02, 2017

PONTA DA GALÉ

És Ponta
És Galé 
Um estado, uma aventura
És a praia da minha laia,
E terás sempre o dom de cura.
 


Quem diria que te encontrava
Digo: sede a minha salva!!!

És cantinho,
És paz,
És espírito,
És silêncio,
És desassossego!

Tu sabes que és musica perfeita,
Trauteias notas semelhantes …
Sigo as tuas “falas” e as tuas “queixas”
É preciso conhecer-te e escutar
Quietude ou alvoroço…. Faz parte de um todo!
O meu todo…a minha cara!

Quando és vento desordenado
Enquanto és sol escaldante
Sempre que levantas areias do chão…
Realmente, tiras-me do sério!
Mas gostar de ti é isso mesmo!
Neste cantinho de perdição
Deambulo-me em pensamentos
As horas perdem-se
Pelo burburinho das ondas

Deixas ir e vir areal
E com sal e água
Várias formas assumes
Ano após ano…

Na repetida inverneira
Enfrentas intempéries,
Sofres com dilúvios
Prossegues bela e forte
Selvaticamente, és única...
E continuas de pé!

Conheço-te de “ginjeira”
Igual, diferente, distinta
Tens sido uma companheira
E sabes que tens aquela pinta!


sexta-feira, abril 07, 2017

Corpo que ama com dor



Tão perto e sem factos
Nada é irrealizável
Mas manter à tona
Os dias sem me afundar
Em ti…
Parece quase (in) sonhável

Tento ser diferente
Tento ser tanta gente ao mesmo tempo
E até mesmo tu…
Que me perco em palavras e sorrisos
Ora (Des)agradáveis…
Incompreensíveis e rasos
Aos olhos de (os) outros…
Não me interessam outros…

Já só sei que…
Não escuto, não me oiço
Porque o grito de dor é assaz alto
Não me oiço… tento escutar o corpo que fala
O meu corpo grita e chora …  adentro e
Mesmo assim…Não me oiço…
Amo com dor

Um corpo que ama com dor
Cumpre e segura o mecanismo de outrora
Ou de sempre,
a mesma música com pesar 



De uma vida sem ar, de um corpo sem fala
Desde que o ar é ar
desde que o corpo me (SE) conhece
que me calei
que me segurei
e me sufoco em dições e guardo,
despejadas e brotadas
não passam da boca e se transformam
apenas lágrimas
que moram e permanecem
se és pranto impregnado
se és rio sossegado e quieto
Sim, é quietude
Tento ser quietude
Apenas tento…
Se calhar, sou rio…
Quando tento ser Mar!



ENTRE...




Entre a fúria e a deceção
A vontade e a des(vontade)
Tento fugir à tormenta...
Começas a ser intemporal
E vem a procura de quê...
como ficas? E o que fica?
Um vazio desocupado
às horas como o relógio
padeces todos os dias,
De manhã, quando me esqueço de ti
À noite, nem me lembro quem és
Tornas-te simples e fácil em mim…
Desde que não me falte…
A falta de não te querer

E até quando vais ser fácil…
Já nem sei quem sou…
Desde que saiba quem tu és…
Assim saberei onde me encontrar
Para não me perder … Eu
E saberei, nesse momento, que cheguei
Onde queria chegar… A mim!


terça-feira, abril 04, 2017

Vida que bate …



A vida, por si, ultrapassa
e o tempo decorre como ele quer…
E ao não nos cruzarmos…
O tempo atrasa e vence ao que te disse
Ao que ficou por dizer…

O que nunca me disseste …
Perde-se em pó e para sempre contigo
A mim volteiam esperanças infindáveis
Restam na memória o que ficou de ti…

O que conheço de ti
Movimentos demorados e rodopiantes
Foste fugaz, e unicamente
Em mim vives tu sem água
Morres à sede…
Eu já morri de ti e por ti.


Lua, vento, sol, areia, mar e ondas …. És tu



No teu feitio


A Areia talhou…


Ao semblante marcado pelo Sol...


Cantando ao vento a beleza a descobrir ..


O Mar segredou à Lua que é durante a noite


Que a beleza se manifesta


Singela, baila entre palavras


que se soltam


que se escapam nas estrelas


E caem na minha face.


É na tua cor que me encontro


Verdadeira e palidamente me deixas…


Encadeias-me em paletes que o coração se acha.


Acha quem?


Acho eu, somente, porque te Amo!

terça-feira, janeiro 31, 2017


Há apenas um local, um sitio, um abraço, um colo, uma face, uma voz, uma pele onde sinto pertencer...
Em ti....



sexta-feira, maio 27, 2016

Raciocínios perdidos



Perde-se, ganha-se, é o que mais nos interessa.
É o que tem de acontecer, há coisas irracionáveis às quais não temos controle. As ligações que temos com o mundo, as do e no nosso tempo, por vezes, ficam pela metade, se pararmos para pensar - o que raramente fazemos - as que nunca têm inicio nem fim, as que ficam penduradas à espera que o tempo decida e faça o resto (existe um grande desejo, mas se matutam a nossa cabeça, não há arrumação possível).

Existe sim, um hiato entre sucessivos acontecimentos do que queremos que comece e do que queremos que acabe.

E raciocinar sobre o que não tem sentido, para quê? para quem? para nós...

Existe o choro, a saudade, a lembrança: somos animais pensantes e ativos para não perdermos a nossa própria orientação, a nossa racionalidade, recorremos a mecanismos e estratagemas para escapar às emoções "corrosivas".

Existe a distancia do que nos fez perder o "tino" existe uma maior probabilidade de lucidez e clareza. Diria que existem os hiatos da nossa vida , a vida continua com entradas e saídas de gentes, de pessoas que se cruzam connosco, é uma constante mudança de lugares, troca-se esta por aquela pessoa. Os espaços são preenchidos pelo tempo.

Afinal quando se começa, quando se deve começar. quando se decide a começar. Limites e prazos que se mantém suspensos. Há regras? Há timings?

E quando se chega ao fim? Há algum fim nesse sentido, ou fará sentido o fim.
Nunca se sabe ao certo. Não há etapas, nem regras, nem raciocínios, não há tempo para isso. Mas se estas palavras existem e têm significado, porque não lhes dar uso para que tudo faça sentido...

Mas o sentido que tanto, ansiosamente, damos ao que nos acontece, atraiçoa-nos com regras e condições. Infelizmente, a nossa tendência é regrar, e o essencial do que nos acontece, perde-se pelo meio. O que nos marca, verdadeiramente, e que nos faz rir ou chorar é nesse tempo que somos verdadeiramente humanos e sensíveis no nosso estimulo e somos reais, Vivemos a nossa realidade, mas em silêncio... A compreensão só faz sentido no silêncio...






terça-feira, janeiro 21, 2014

Modos à solta

Morreu alguém...

Nasceu outro alguém...

Palavras e modos que se perdem, o tempo passa. Elas soltam-se sempre de manhã, não sei porquê. 
O desgaste das palavras, o uso habitual de modos, o desencanto de si, o amadurecimento de atitude, o constrangimento de anos que ocupam o espaço, escapam pela tarde, sente-se a responsabilidade a aumentar e, já é lusco-fusco. 

Tento falar comigo ou com alguém que me oiça e fico sempre à espera que me responda, mas não estás.
Não lhe apetece, porque estás ausente. Ou porque simplesmente  deixaste de estar por perto. E ponho-me a inventar.

Acabou. Acabar, pode ser bom. É bom, nem dei conta mas saíste como se nem estivesses lá. E isso de "lá" é onde? 
Soubeste? Será que inventei tudo?
Sonhei?
Fantasiei. Criei uma alma, uma imagem voltada, o meu reflexo para que não te fosses. 
Como se quisesse um reflexo do que eu queria, do que eu precisava, do que eu sentia falta, do que eu permitia.
Mas afinal sou eu própria!




segunda-feira, janeiro 13, 2014

Regresso

Não há nada mais importante que o nosso bem-estar e a nossa saúde mental, espiritual e física em bom estado. Por isso, a partir de hoje regresso ao meu blog que tem estado em hibernação e prometo a mim própria, de hoje em diante, dedicar umas palavras a mim, ao meu mundo e aos meus seguidores.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Boa noite, meu amor

Deitaste-te a meu lado.

Senti o calor dos nossos corpos e o palpitar do teu coração nas minhas costas...

nem queria acreditar que ali estavas...Só te querias deitar a meu lado!

Aconchegaste-nos o lençol.

Colocaste a tua mão sob a minha cintura e sussuraste-me Boa Noite...

Adormecemos, simplesmente!

quinta-feira, agosto 05, 2010

Latente


Continuas doce no olhar. Senti uma tristeza latente. Como se me deixasses ler, por momentos, o teu olhar ...foi bom rever-te. E tanta coisa que não sabemos um do outro. apetece-me saber de ti. fizeste com que me apetecesse saber de ti.


(Será que existe alguém capaz de me levar a fazer coisas, como partilhar com o mundo que me fazes sentir bem)Like a moment


O tempo passou. O nosso tempo. Será tolice minha ter sentido uma ligação. será que o tempo parou.


Chega...

Há coisas que não mudam...
As pessoas, os lugares, os cheiros, as cores, os tons, os trejeitos - sempre estiveram lá -! Eu sempre os vi de uma forma pouca adulta, pouca madura, embelezava-as de forma a que não me sentisse condoída! Não precisava disso. Era feliz sem saber o que deveria saber.

Sempre me senti meio diferente, meio desajustada, meio deslocada em qualquer situação. Houve alguém que me disse e, não é nem nunca foi novidade para mim: " A familia não a escolhemos, quando nascemos ela já cá está! Dás muita importância à família!" Sim, tens razão.
Mas nao será ela a pedra basilar, ou a responsável, o canal por onde nos inspiramos, onde aprendemos um pouco de tudo, onde sorvemos alguma sabedoria, algum conhecimento.
Se assim não for, como aprendemos o bom do mau, o preto do branco, o amor do ódio/raiva. O senso comum nunca é suficiente.!?
O medo e a culpa é o que nos move -dizia um sociólogo.
A culpa de sermos negligentes.... a culpa de sermos nós mesmos...a culpa de nunca nos dizerem que estas, são as causas de um emaranhado de sensações que ficam por sentir por nao sabermos ... não me parece justo!
A culpa... mas até sabermos o que é a culpa...rotulada até mais não -pelos nossos pais, pelos nossos chefes...pelos nossos amigos.. - o que é afinal a culpa ...e o medo?tudo tem de ter uma definição. e como aprendemos isso? Da pior forma. Nunca através dos melhoramentos, sempre através das nossas incorrecções, erros e desenganos, dos nossos piores momentos. Nunca enaltecendo as boas situações e de merecimento, e sempre reprimindo e ridicularizando as piores situações.E porquê?
Apesar de esta situação ser e estar ,constantemente, a ser estudada por sociologos...é duro para quem tem consciência e noção da realidade que se passa à sua volta!
E nao saber o que fazer...não saber como agir...não saber como reagir!
Eu admito que exista mais gente com esta dificuldade em identificar este tipo de situações e não saber como resolvê-los!
Mas nem toda a gente tem consciência... parece que andamos todos a "dormir"... será a melhor opção? - É, pelo menos, a mais fácil (E eu conheço alguns assim ... que vivem a vida de outros e que não têm por se preocupar...as vidas facilitadas que têm tido cega-os, completamente

sexta-feira, junho 11, 2010

Então...


Se a lesada sou eu, porque me sinto a culpada de toda uma vida sem cor e sem amor!


Estranha forma de vida!

Porque me sinto uma estranha na tua presença? Porque gritas comigo quando falas comigo?Porque estás sempre revoltado e zangado e fazes questão de me passar isso?
Porque nunca jantas comigo se eu te vou visitar uma vez por semana?
porque nunca me telefonas? Porque nunca me disseste em todos estes anos, e que até vivi alguns contigo, que gostavas de mim? Porque nunca me leste uma historia de embalar? Porque nunca me disseste que preferias ter tido um filho, em vez de uma filha? porque nunca foste comigo à escola, ao médico, de férias, passear no jardim? Porque nunca conseguiste ser pai? Não querias ser pai? As únicas palavras que me dirigiste todos estes anos, que eu me lembro, foi: bom dia, ou boa tarde, ou estás aqui, ou já vieste, ou já chegaste!
Tanto afastamento de algo que nunca existiu...
Porque nunca soubeste, eu também nunca soube o que era ser tua filha!
Aliás, tu nunca cuidaste de mim.... e a mãe deixou-me à tua guarda! como compreender e entender isto! Não consigo! É demais ..... é demais....