Morreu alguém...
Nasceu outro alguém...
Palavras e modos que se perdem, o tempo passa. Elas soltam-se sempre de manhã, não sei porquê.
O desgaste das palavras, o uso habitual de modos, o desencanto de si, o amadurecimento de atitude, o constrangimento de anos que ocupam o espaço, escapam pela tarde, sente-se a responsabilidade a aumentar e, já é lusco-fusco.
Tento falar comigo ou com alguém que me oiça e fico sempre à espera que me responda, mas não estás.
Não lhe apetece, porque estás ausente. Ou porque simplesmente já deixaste de estar por perto. E ponho-me a inventar.
Acabou. Acabar, pode ser bom. É bom, nem dei conta mas saíste como se nem estivesses lá. E isso de "lá" é onde?
Soubeste? Será que inventei tudo?
Sonhei?
Fantasiei. Criei uma alma, uma imagem voltada, o meu reflexo para que não te fosses.
Como se quisesse um reflexo do que eu queria, do que eu precisava, do que eu sentia falta, do que eu permitia.
Mas afinal sou eu própria!
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