"A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais..." - Sofia de Mello Breyner Andresen,
sexta-feira, maio 27, 2016
Raciocínios perdidos
Perde-se, ganha-se, é o que mais nos interessa.
É o que tem de acontecer, há coisas irracionáveis às quais não temos controle. As ligações que temos com o mundo, as do e no nosso tempo, por vezes, ficam pela metade, se pararmos para pensar - o que raramente fazemos - as que nunca têm inicio nem fim, as que ficam penduradas à espera que o tempo decida e faça o resto (existe um grande desejo, mas se matutam a nossa cabeça, não há arrumação possível).
Existe sim, um hiato entre sucessivos acontecimentos do que queremos que comece e do que queremos que acabe.
E raciocinar sobre o que não tem sentido, para quê? para quem? para nós...
Existe o choro, a saudade, a lembrança: somos animais pensantes e ativos para não perdermos a nossa própria orientação, a nossa racionalidade, recorremos a mecanismos e estratagemas para escapar às emoções "corrosivas".
Existe a distancia do que nos fez perder o "tino" existe uma maior probabilidade de lucidez e clareza. Diria que existem os hiatos da nossa vida , a vida continua com entradas e saídas de gentes, de pessoas que se cruzam connosco, é uma constante mudança de lugares, troca-se esta por aquela pessoa. Os espaços são preenchidos pelo tempo.
Afinal quando se começa, quando se deve começar. quando se decide a começar. Limites e prazos que se mantém suspensos. Há regras? Há timings?
E quando se chega ao fim? Há algum fim nesse sentido, ou fará sentido o fim.
Nunca se sabe ao certo. Não há etapas, nem regras, nem raciocínios, não há tempo para isso. Mas se estas palavras existem e têm significado, porque não lhes dar uso para que tudo faça sentido...
Mas o sentido que tanto, ansiosamente, damos ao que nos acontece, atraiçoa-nos com regras e condições. Infelizmente, a nossa tendência é regrar, e o essencial do que nos acontece, perde-se pelo meio. O que nos marca, verdadeiramente, e que nos faz rir ou chorar é nesse tempo que somos verdadeiramente humanos e sensíveis no nosso estimulo e somos reais, Vivemos a nossa realidade, mas em silêncio... A compreensão só faz sentido no silêncio...
terça-feira, janeiro 21, 2014
Modos à solta
Morreu alguém...
Nasceu outro alguém...
Palavras e modos que se perdem, o tempo passa. Elas soltam-se sempre de manhã, não sei porquê.
O desgaste das palavras, o uso habitual de modos, o desencanto de si, o amadurecimento de atitude, o constrangimento de anos que ocupam o espaço, escapam pela tarde, sente-se a responsabilidade a aumentar e, já é lusco-fusco.
Tento falar comigo ou com alguém que me oiça e fico sempre à espera que me responda, mas não estás.
Não lhe apetece, porque estás ausente. Ou porque simplesmente já deixaste de estar por perto. E ponho-me a inventar.
Acabou. Acabar, pode ser bom. É bom, nem dei conta mas saíste como se nem estivesses lá. E isso de "lá" é onde?
Soubeste? Será que inventei tudo?
Sonhei?
Fantasiei. Criei uma alma, uma imagem voltada, o meu reflexo para que não te fosses.
Como se quisesse um reflexo do que eu queria, do que eu precisava, do que eu sentia falta, do que eu permitia.
Mas afinal sou eu própria!
Nasceu outro alguém...
Palavras e modos que se perdem, o tempo passa. Elas soltam-se sempre de manhã, não sei porquê.
O desgaste das palavras, o uso habitual de modos, o desencanto de si, o amadurecimento de atitude, o constrangimento de anos que ocupam o espaço, escapam pela tarde, sente-se a responsabilidade a aumentar e, já é lusco-fusco.
Tento falar comigo ou com alguém que me oiça e fico sempre à espera que me responda, mas não estás.
Não lhe apetece, porque estás ausente. Ou porque simplesmente já deixaste de estar por perto. E ponho-me a inventar.
Acabou. Acabar, pode ser bom. É bom, nem dei conta mas saíste como se nem estivesses lá. E isso de "lá" é onde?
Soubeste? Será que inventei tudo?
Sonhei?
Fantasiei. Criei uma alma, uma imagem voltada, o meu reflexo para que não te fosses.
Como se quisesse um reflexo do que eu queria, do que eu precisava, do que eu sentia falta, do que eu permitia.
Mas afinal sou eu própria!
segunda-feira, janeiro 13, 2014
Regresso
Não há nada mais importante que o nosso bem-estar e a nossa saúde mental, espiritual e física em bom estado. Por isso, a partir de hoje regresso ao meu blog que tem estado em hibernação e prometo a mim própria, de hoje em diante, dedicar umas palavras a mim, ao meu mundo e aos meus seguidores.
sexta-feira, agosto 06, 2010
Boa noite, meu amor
Deitaste-te a meu lado.
Senti o calor dos nossos corpos e o palpitar do teu coração nas minhas costas...
nem queria acreditar que ali estavas...Só te querias deitar a meu lado!
Aconchegaste-nos o lençol.
Colocaste a tua mão sob a minha cintura e sussuraste-me Boa Noite...
Adormecemos, simplesmente!
Senti o calor dos nossos corpos e o palpitar do teu coração nas minhas costas...
nem queria acreditar que ali estavas...Só te querias deitar a meu lado!
Aconchegaste-nos o lençol.
Colocaste a tua mão sob a minha cintura e sussuraste-me Boa Noite...
Adormecemos, simplesmente!
quinta-feira, agosto 05, 2010
Latente

Continuas doce no olhar. Senti uma tristeza latente. Como se me deixasses ler, por momentos, o teu olhar ...foi bom rever-te. E tanta coisa que não sabemos um do outro. apetece-me saber de ti. fizeste com que me apetecesse saber de ti.
(Será que existe alguém capaz de me levar a fazer coisas, como partilhar com o mundo que me fazes sentir bem)Like a moment
O tempo passou. O nosso tempo. Será tolice minha ter sentido uma ligação. será que o tempo parou.
Chega...
Há coisas que não mudam...
As pessoas, os lugares, os cheiros, as cores, os tons, os trejeitos - sempre estiveram lá -! Eu sempre os vi de uma forma pouca adulta, pouca madura, embelezava-as de forma a que não me sentisse condoída! Não precisava disso. Era feliz sem saber o que deveria saber.
Sempre me senti meio diferente, meio desajustada, meio deslocada em qualquer situação. Houve alguém que me disse e, não é nem nunca foi novidade para mim: " A familia não a escolhemos, quando nascemos ela já cá está! Dás muita importância à família!" Sim, tens razão.
Mas nao será ela a pedra basilar, ou a responsável, o canal por onde nos inspiramos, onde aprendemos um pouco de tudo, onde sorvemos alguma sabedoria, algum conhecimento.
Se assim não for, como aprendemos o bom do mau, o preto do branco, o amor do ódio/raiva. O senso comum nunca é suficiente.!?
O medo e a culpa é o que nos move -dizia um sociólogo.
A culpa de sermos negligentes.... a culpa de sermos nós mesmos...a culpa de nunca nos dizerem que estas, são as causas de um emaranhado de sensações que ficam por sentir por nao sabermos ... não me parece justo!
A culpa... mas até sabermos o que é a culpa...rotulada até mais não -pelos nossos pais, pelos nossos chefes...pelos nossos amigos.. - o que é afinal a culpa ...e o medo?tudo tem de ter uma definição. e como aprendemos isso? Da pior forma. Nunca através dos melhoramentos, sempre através das nossas incorrecções, erros e desenganos, dos nossos piores momentos. Nunca enaltecendo as boas situações e de merecimento, e sempre reprimindo e ridicularizando as piores situações.E porquê?
Apesar de esta situação ser e estar ,constantemente, a ser estudada por sociologos...é duro para quem tem consciência e noção da realidade que se passa à sua volta!
E nao saber o que fazer...não saber como agir...não saber como reagir!
Eu admito que exista mais gente com esta dificuldade em identificar este tipo de situações e não saber como resolvê-los!
Mas nem toda a gente tem consciência... parece que andamos todos a "dormir"... será a melhor opção? - É, pelo menos, a mais fácil (E eu conheço alguns assim ... que vivem a vida de outros e que não têm por se preocupar...as vidas facilitadas que têm tido cega-os, completamente
As pessoas, os lugares, os cheiros, as cores, os tons, os trejeitos - sempre estiveram lá -! Eu sempre os vi de uma forma pouca adulta, pouca madura, embelezava-as de forma a que não me sentisse condoída! Não precisava disso. Era feliz sem saber o que deveria saber.
Sempre me senti meio diferente, meio desajustada, meio deslocada em qualquer situação. Houve alguém que me disse e, não é nem nunca foi novidade para mim: " A familia não a escolhemos, quando nascemos ela já cá está! Dás muita importância à família!" Sim, tens razão.
Mas nao será ela a pedra basilar, ou a responsável, o canal por onde nos inspiramos, onde aprendemos um pouco de tudo, onde sorvemos alguma sabedoria, algum conhecimento.
Se assim não for, como aprendemos o bom do mau, o preto do branco, o amor do ódio/raiva. O senso comum nunca é suficiente.!?
O medo e a culpa é o que nos move -dizia um sociólogo.
A culpa de sermos negligentes.... a culpa de sermos nós mesmos...a culpa de nunca nos dizerem que estas, são as causas de um emaranhado de sensações que ficam por sentir por nao sabermos ... não me parece justo!
A culpa... mas até sabermos o que é a culpa...rotulada até mais não -pelos nossos pais, pelos nossos chefes...pelos nossos amigos.. - o que é afinal a culpa ...e o medo?tudo tem de ter uma definição. e como aprendemos isso? Da pior forma. Nunca através dos melhoramentos, sempre através das nossas incorrecções, erros e desenganos, dos nossos piores momentos. Nunca enaltecendo as boas situações e de merecimento, e sempre reprimindo e ridicularizando as piores situações.E porquê?
Apesar de esta situação ser e estar ,constantemente, a ser estudada por sociologos...é duro para quem tem consciência e noção da realidade que se passa à sua volta!
E nao saber o que fazer...não saber como agir...não saber como reagir!
Eu admito que exista mais gente com esta dificuldade em identificar este tipo de situações e não saber como resolvê-los!
Mas nem toda a gente tem consciência... parece que andamos todos a "dormir"... será a melhor opção? - É, pelo menos, a mais fácil (E eu conheço alguns assim ... que vivem a vida de outros e que não têm por se preocupar...as vidas facilitadas que têm tido cega-os, completamente
sexta-feira, junho 11, 2010
Estranha forma de vida!
Porque me sinto uma estranha na tua presença? Porque gritas comigo quando falas comigo?Porque estás sempre revoltado e zangado e fazes questão de me passar isso?
Porque nunca jantas comigo se eu te vou visitar uma vez por semana?
porque nunca me telefonas? Porque nunca me disseste em todos estes anos, e que até vivi alguns contigo, que gostavas de mim? Porque nunca me leste uma historia de embalar? Porque nunca me disseste que preferias ter tido um filho, em vez de uma filha? porque nunca foste comigo à escola, ao médico, de férias, passear no jardim? Porque nunca conseguiste ser pai? Não querias ser pai? As únicas palavras que me dirigiste todos estes anos, que eu me lembro, foi: bom dia, ou boa tarde, ou estás aqui, ou já vieste, ou já chegaste!
Tanto afastamento de algo que nunca existiu...
Porque nunca soubeste, eu também nunca soube o que era ser tua filha!
Aliás, tu nunca cuidaste de mim.... e a mãe deixou-me à tua guarda! como compreender e entender isto! Não consigo! É demais ..... é demais....
Porque nunca jantas comigo se eu te vou visitar uma vez por semana?
porque nunca me telefonas? Porque nunca me disseste em todos estes anos, e que até vivi alguns contigo, que gostavas de mim? Porque nunca me leste uma historia de embalar? Porque nunca me disseste que preferias ter tido um filho, em vez de uma filha? porque nunca foste comigo à escola, ao médico, de férias, passear no jardim? Porque nunca conseguiste ser pai? Não querias ser pai? As únicas palavras que me dirigiste todos estes anos, que eu me lembro, foi: bom dia, ou boa tarde, ou estás aqui, ou já vieste, ou já chegaste!
Tanto afastamento de algo que nunca existiu...
Porque nunca soubeste, eu também nunca soube o que era ser tua filha!
Aliás, tu nunca cuidaste de mim.... e a mãe deixou-me à tua guarda! como compreender e entender isto! Não consigo! É demais ..... é demais....
Por onde andas, felicidade?
Não sei de ti há tanto tempo! Que é feito de ti que me abandonaste...ou serei eu que te abandonei? Provavelmente, és a tendência e, aqui sempre me foste fiel! é a única coisa que sei fazer melhor! abandonar ... És recorrente na minha vida de tantas formas e feitios...
será que a vida me testa, diariamente, para que te procure, te reconheça e te fale .." vem ter comigo, felicidade "! a outra parte, não a das trevas!!!
Já chega de tanto teste, de tanta frustração, de tanta zanga, de tanta revolta e de tanta angústia - são estes amigos e pessoas que me rodeiam, ultimamente - será que perdi a capacidade para criar laços, ligações...
Já não chega o que sofri na infância, já não chega o que sofri com o abandono, com a ausência, com o Desamor! eu quero gritar ao mundo que chegou a minha vez de ser feliz! o tempo escasseia e eu não tempo para ser infeliz! mas como te achar? Como te reconhecer, se eu não sei como tu és??!!
A família que é suposto ser a maior fonte e infindável ligação sustentada onde se aprende toda uma estrutura...onde se aprende a amar e não a odiar, onde se aprende a dar e, não a preterir, onde se aprende a emoção, e não a revolta ... onde se aprende a inteligência e não a ignorância, a tacanhez!!! Onde se aprende a cuidar e, não a deixar!!!
Caramba... isto é tão universal, geral e vago! mas a quem sou mais fiel é a mim mesma e à minha escrita! a minha escrita é que me salva destes momentos de angústia!
se não generalizar, eu enlouqueço! Para quem estou a desabafar, senão para mim própria!
não quero esmiuçar os meus problemas, pois existirá pior, no entanto, são os que eu vivo e são os que eu acredito, estupidamente, que posso mudar!
mudar para quê? se ninguém muda para mim e por mim! Mas a dúvida permanece - se eu não salvar quem é do meu sangue! como poderei dormir descansada com uma culpa que me é imposta socialmente, por vós, todos os dias! deveria ser mais egoísta e cruel com aqueles que me esqueceram quando eu mais precisei deles! E seguir a minha vida!
A minha vida está presa neste ponto, não por causa deles, mas porque acredito em valores - será que são valores a considerar - que me têm toldado a interacção com o mundo que me rodeia! Não consigo agir, não consigo andar, não consigo pensar correctamente, não consigo planear e só vejo situações que me deixam, miseravelmente, infeliz!
a falta de justiça é uma delas... é a que pesa mais em contexto profissional!
a falta de entendimento e de amor .... é a que pesa mais na família
a falta de ligações e laços fortes.... é a que pesa mais nas relações amorosas
E os amigos, alguns e são poucos, mas estão cá e é o que me basta!
No entanto, gostava de dizer tanto e a tanta gente!
Sinto que estou a perder o meu precioso tempo - e o relógio continua a correr - com pessoas que não merecem a minha obstinada luta para melhorarem! quando podia aproveitar este tempo para me amar, para me mimar, para tratar de mim.. cheguei a um ponto em que acho que não o sei fazer - talvez saiba cuidar e importar-me mais com os outros! Deles, sempre tenho feedback! Nunca é suficiente e bom! Há sempre defeitos...
se praticasse o bem em prol de mim própria, não teria feedback! deve ser por isso!
já me alonguei demais!!! Boa noite Ana... Gostava de gostar mais de ti!
será que a vida me testa, diariamente, para que te procure, te reconheça e te fale .." vem ter comigo, felicidade "! a outra parte, não a das trevas!!!
Já chega de tanto teste, de tanta frustração, de tanta zanga, de tanta revolta e de tanta angústia - são estes amigos e pessoas que me rodeiam, ultimamente - será que perdi a capacidade para criar laços, ligações...
Já não chega o que sofri na infância, já não chega o que sofri com o abandono, com a ausência, com o Desamor! eu quero gritar ao mundo que chegou a minha vez de ser feliz! o tempo escasseia e eu não tempo para ser infeliz! mas como te achar? Como te reconhecer, se eu não sei como tu és??!!
A família que é suposto ser a maior fonte e infindável ligação sustentada onde se aprende toda uma estrutura...onde se aprende a amar e não a odiar, onde se aprende a dar e, não a preterir, onde se aprende a emoção, e não a revolta ... onde se aprende a inteligência e não a ignorância, a tacanhez!!! Onde se aprende a cuidar e, não a deixar!!!
Caramba... isto é tão universal, geral e vago! mas a quem sou mais fiel é a mim mesma e à minha escrita! a minha escrita é que me salva destes momentos de angústia!
se não generalizar, eu enlouqueço! Para quem estou a desabafar, senão para mim própria!
não quero esmiuçar os meus problemas, pois existirá pior, no entanto, são os que eu vivo e são os que eu acredito, estupidamente, que posso mudar!
mudar para quê? se ninguém muda para mim e por mim! Mas a dúvida permanece - se eu não salvar quem é do meu sangue! como poderei dormir descansada com uma culpa que me é imposta socialmente, por vós, todos os dias! deveria ser mais egoísta e cruel com aqueles que me esqueceram quando eu mais precisei deles! E seguir a minha vida!
A minha vida está presa neste ponto, não por causa deles, mas porque acredito em valores - será que são valores a considerar - que me têm toldado a interacção com o mundo que me rodeia! Não consigo agir, não consigo andar, não consigo pensar correctamente, não consigo planear e só vejo situações que me deixam, miseravelmente, infeliz!
a falta de justiça é uma delas... é a que pesa mais em contexto profissional!
a falta de entendimento e de amor .... é a que pesa mais na família
a falta de ligações e laços fortes.... é a que pesa mais nas relações amorosas
E os amigos, alguns e são poucos, mas estão cá e é o que me basta!
No entanto, gostava de dizer tanto e a tanta gente!
Sinto que estou a perder o meu precioso tempo - e o relógio continua a correr - com pessoas que não merecem a minha obstinada luta para melhorarem! quando podia aproveitar este tempo para me amar, para me mimar, para tratar de mim.. cheguei a um ponto em que acho que não o sei fazer - talvez saiba cuidar e importar-me mais com os outros! Deles, sempre tenho feedback! Nunca é suficiente e bom! Há sempre defeitos...
se praticasse o bem em prol de mim própria, não teria feedback! deve ser por isso!
já me alonguei demais!!! Boa noite Ana... Gostava de gostar mais de ti!
quinta-feira, março 25, 2010
Paradoxo agreste e cruel
O nosso espaço tornou-se doce e cruel,
Contemporâneo, diria até!
Todavia, a distância do tempo
Envolveu-se numa roda-viva
Por vezes, assume um acinzar de saudades
Do que não tivemos!
São emoções paradoxais e
o sentido é tão bárbaro e vertiginoso
que o não controlo.
Ligação negra e desconcertante
chega a ser alegre em sonhos
Para quem te estima!
nos teus braços imagino abafar o pesar que, outrora, os teus gestos, os teus esgares, e os teus sussurros mais exuberantes e voluptuosos me avivam o sangue que se passeia em minhas veias… e as vontades desvanecidas pelo tempo…assolam-me os sonhos e os acordares durante a madrugada …e suo só de pensar que um dia isso, também findará!
Esses voltam, porém o desfocar da tua imagem ao longe que deixou de ser clara... de manhã ressurge e acorda-me, igualmente, como se de um trovão se tratasse!
...nos teus braços abafava a amargura de outra época, de experiências aconselhadas e de medos que me enregelavam as pernas e os braços... desprovia de locomoção!
Mas deixei que as palavras, vontades, desejos e intenções fossem levadas pelo vento... e se perdessem!
E o vento quebrado por décadas de primaveras e de verões...
deixei que o vento fizesse tudo isso!
Contemporâneo, diria até!
Todavia, a distância do tempo
Envolveu-se numa roda-viva
Por vezes, assume um acinzar de saudades
Do que não tivemos!
São emoções paradoxais e
o sentido é tão bárbaro e vertiginoso
que o não controlo.
Ligação negra e desconcertante
chega a ser alegre em sonhos
Para quem te estima!
nos teus braços imagino abafar o pesar que, outrora, os teus gestos, os teus esgares, e os teus sussurros mais exuberantes e voluptuosos me avivam o sangue que se passeia em minhas veias… e as vontades desvanecidas pelo tempo…assolam-me os sonhos e os acordares durante a madrugada …e suo só de pensar que um dia isso, também findará!
Esses voltam, porém o desfocar da tua imagem ao longe que deixou de ser clara... de manhã ressurge e acorda-me, igualmente, como se de um trovão se tratasse!
...nos teus braços abafava a amargura de outra época, de experiências aconselhadas e de medos que me enregelavam as pernas e os braços... desprovia de locomoção!
Mas deixei que as palavras, vontades, desejos e intenções fossem levadas pelo vento... e se perdessem!
E o vento quebrado por décadas de primaveras e de verões...
deixei que o vento fizesse tudo isso!
Saudades de mim!
Há meses que aqui não venho...e tenho saudades de mim!
Sim, de mim, esqueço-me de mim, constantemente...
E é aqui que falo de mim através da poesia e da prosa!
Ou palavras soltas mas que estão tão gastas e fluem conforme a minha tristeza, a minha alegria.
Tristeza quando vejo o meu pai ...que se esqueceu dele... faz muitos anos..
que se alimenta da depressão e angústia crónicas ... ainda ele nao padecia de velhice, de cansaço, de tristeza ...como eu gostava de te ajudar e nao posso! Foste vencido pela vida e eu nao quero mais isso para mim! eu quero vencer a vida e nao quero acreditar que herdei isso de ti!
Há cerca de um ano escrevi sobre ti neste blog...creio que foi a primeira vez que te dediquei algumas palavras duras e secas , mas tão verdadeiras! E pensei que as coisas mudassem....Não!
Continuam na sua mesmice de tantos anos...e só hoje me apercebo - tantas ausências recíprocas e pouco inteligentes - de que é um dado adquirido que eu tento mastigar e engolir para conseguir ser feliz!
Pai...eu quero ser feliz! tu não queres .... nem nunca quiseste... como te hei-de dizer que para eu ser feliz te quero ver bem ...
Tantas palavras, tantos ensinamentos que te quero passar e que aprendi, sozinha!
liberdade, autonomia, expressão, amor, compreensão, afecto e emoções....
Poxa... Como dizer-te que a vida é tão bela, também!
Pai, eu tento aceitar como tu és e que eu me tornei assim...
Tantas vezes sonho com alguém que me deseje bom dia, que queira saber de mim, que me pergunte se o meu dia correu bem! Tu
nunca demos uma boa gargalhada, nem nunca chorámos de alegria ...
A revolta que tu sentes, passa-la para mim e isso nao quero mais!
Porque nao consigo sentir e pensar que tu és meu pai ..para além dos laços de sangue que nos une! eu nao quero sentir inveja do Pai do meu amigo! Mas se falo nisso é porque sinto!
Sim, de mim, esqueço-me de mim, constantemente...
E é aqui que falo de mim através da poesia e da prosa!
Ou palavras soltas mas que estão tão gastas e fluem conforme a minha tristeza, a minha alegria.
Tristeza quando vejo o meu pai ...que se esqueceu dele... faz muitos anos..
que se alimenta da depressão e angústia crónicas ... ainda ele nao padecia de velhice, de cansaço, de tristeza ...como eu gostava de te ajudar e nao posso! Foste vencido pela vida e eu nao quero mais isso para mim! eu quero vencer a vida e nao quero acreditar que herdei isso de ti!
Há cerca de um ano escrevi sobre ti neste blog...creio que foi a primeira vez que te dediquei algumas palavras duras e secas , mas tão verdadeiras! E pensei que as coisas mudassem....Não!
Continuam na sua mesmice de tantos anos...e só hoje me apercebo - tantas ausências recíprocas e pouco inteligentes - de que é um dado adquirido que eu tento mastigar e engolir para conseguir ser feliz!
Pai...eu quero ser feliz! tu não queres .... nem nunca quiseste... como te hei-de dizer que para eu ser feliz te quero ver bem ...
Tantas palavras, tantos ensinamentos que te quero passar e que aprendi, sozinha!
liberdade, autonomia, expressão, amor, compreensão, afecto e emoções....
Poxa... Como dizer-te que a vida é tão bela, também!
Pai, eu tento aceitar como tu és e que eu me tornei assim...
Tantas vezes sonho com alguém que me deseje bom dia, que queira saber de mim, que me pergunte se o meu dia correu bem! Tu
nunca demos uma boa gargalhada, nem nunca chorámos de alegria ...
A revolta que tu sentes, passa-la para mim e isso nao quero mais!
Porque nao consigo sentir e pensar que tu és meu pai ..para além dos laços de sangue que nos une! eu nao quero sentir inveja do Pai do meu amigo! Mas se falo nisso é porque sinto!
terça-feira, setembro 15, 2009
CONDIÇÃO...
Porque é que a paternidade é a única forma que eles, pais, encontram para pedir ajuda!
Porque é que a paternidade nao se manifesta em situações de alegria, de nao-ausência, de amizade, de carinho, de acompanhamento, de atenção! situações que deveriam ser naturais e intrínsecas a essa ligação! porque é uma condição exacta?
É um estatuto... uma condição ancestral ... sem sentido... nem nexo!
Porque é que a paternidade nao se manifesta em situações de alegria, de nao-ausência, de amizade, de carinho, de acompanhamento, de atenção! situações que deveriam ser naturais e intrínsecas a essa ligação! porque é uma condição exacta?
É um estatuto... uma condição ancestral ... sem sentido... nem nexo!
quinta-feira, abril 16, 2009
Canção grata
Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Florbela Espanca
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Florbela Espanca
quarta-feira, abril 15, 2009
Lábios
E dentro de teus lábios doces e ávidos,
Anseio pelo abrigo, pela volúpia
a ser possível reencontrar em tua boca,
e procuro e escrevo emoções dedicadas
no êxtase de nossos corpos e é chama,
a ser possível , perco todos os poros,
Percorridos à saliva deixada pelas nossas línguas.
E degustando, a ser possível, e porque outros se calam,
À linguagem de melodia, dos corpos, das paixões,
Porque têm medo e não vivem de mãos dadas com a vida
E vivem de mascaras…nós não!
a ser possível desmascaremo-nos de preconceitos!!!!
Na tua boca, brincarei um dia!
Anseio pelo abrigo, pela volúpia
a ser possível reencontrar em tua boca,
e procuro e escrevo emoções dedicadas
no êxtase de nossos corpos e é chama,
a ser possível , perco todos os poros,
Percorridos à saliva deixada pelas nossas línguas.
E degustando, a ser possível, e porque outros se calam,
À linguagem de melodia, dos corpos, das paixões,
Porque têm medo e não vivem de mãos dadas com a vida
E vivem de mascaras…nós não!
a ser possível desmascaremo-nos de preconceitos!!!!
Na tua boca, brincarei um dia!
sábado, abril 11, 2009
Escolhas
Por mais que sejam os esforços e lutas que travemos: o mundo que nos rodeia e conhecemos, não nos satisfaz.
Queixamo-nos de tudo. O trabalho que não merece a nossa aptidão e dedicação.
As relações que temos e acumulamos ao longo dos anos e que nos derrubam. Fazem-nos azedos e insensíveis.
As relações familiares que por si não bastam cordiais.
A inspiração que se fica pelo caminho. A paixão que se desvanece pelos caminhos empedrados, recheados de tumultos seixos que nos conturbam.
Inspiração para quê? Se tudo que revelamos se torna um esforço inglório. Impossível de o amor se realizar, se anunciar, se acalmar. E se os segredos que tínhamos se perdem e se desfazem em poeira.
E quando finjo que esqueço, não esqueci nada. E cada vez que fujo eu me aproximo mais. E é por isso que atravesso o teu futuro. E tento não reviver o passado. E sem querer entrei mais uma vez na tua vida. E procurei tantas desculpas para não te encarar, mas para te ver, para te cheirar, para te tocar, para te ouvir, para te sentir.
E a estrada que percorro já não é estrada. E o trilho deixou de existir. Não existe nada. Acabou. Está fechada.
E o que tínhamos, era alguma coisa? Nem um pouco de respeito. Momentos residuais, palavra estúpida, é o que lhe chamam. Foi o que desfrutámos!
Preciso de gastar-te em palavras o que foi ou não foi. Dito. Feito. Tu que nunca soubeste o que era estima. Pelas mulheres? Tu entendes de investigação, de praticabilidade de pesquisas concretizadas em análises, de emoções de forma educativa, de formas humanas careces de estudar e de beber para que se tornem exequíveis. Tu nunca serás viável. Nem que sorvas ou degustes um pouco de sensibilidade, nunca a podes compreender. Não sentes paixão. Sentes uma coceira na “ verga”. Sentes um frenesim de alguém que te adoça o ouvido e te murmura. Tu vives dos mimos de alguém que se sente dependente da forma como está contigo.
Estádio que nunca serás capaz de atingir. Conhece-te a ti próprio … pensas que te conhece… E dilata o lado do cérebro em que dominas a estupidez. A tacanhez emocional apodera-se de teu corpo, da tua intelectualidade e derruba todas as possibilidades de sentires.
Tu és um assunto encerrado. Aqui e agora. Hoje fazes-me escrever sobre ti.
Enterrar-te-ei. Morreste. Já não és nada para mim, não podes ser mais nada.
Queixamo-nos de tudo. O trabalho que não merece a nossa aptidão e dedicação.
As relações que temos e acumulamos ao longo dos anos e que nos derrubam. Fazem-nos azedos e insensíveis.
As relações familiares que por si não bastam cordiais.
A inspiração que se fica pelo caminho. A paixão que se desvanece pelos caminhos empedrados, recheados de tumultos seixos que nos conturbam.
Inspiração para quê? Se tudo que revelamos se torna um esforço inglório. Impossível de o amor se realizar, se anunciar, se acalmar. E se os segredos que tínhamos se perdem e se desfazem em poeira.
E quando finjo que esqueço, não esqueci nada. E cada vez que fujo eu me aproximo mais. E é por isso que atravesso o teu futuro. E tento não reviver o passado. E sem querer entrei mais uma vez na tua vida. E procurei tantas desculpas para não te encarar, mas para te ver, para te cheirar, para te tocar, para te ouvir, para te sentir.
E a estrada que percorro já não é estrada. E o trilho deixou de existir. Não existe nada. Acabou. Está fechada.
E o que tínhamos, era alguma coisa? Nem um pouco de respeito. Momentos residuais, palavra estúpida, é o que lhe chamam. Foi o que desfrutámos!
Preciso de gastar-te em palavras o que foi ou não foi. Dito. Feito. Tu que nunca soubeste o que era estima. Pelas mulheres? Tu entendes de investigação, de praticabilidade de pesquisas concretizadas em análises, de emoções de forma educativa, de formas humanas careces de estudar e de beber para que se tornem exequíveis. Tu nunca serás viável. Nem que sorvas ou degustes um pouco de sensibilidade, nunca a podes compreender. Não sentes paixão. Sentes uma coceira na “ verga”. Sentes um frenesim de alguém que te adoça o ouvido e te murmura. Tu vives dos mimos de alguém que se sente dependente da forma como está contigo.
Estádio que nunca serás capaz de atingir. Conhece-te a ti próprio … pensas que te conhece… E dilata o lado do cérebro em que dominas a estupidez. A tacanhez emocional apodera-se de teu corpo, da tua intelectualidade e derruba todas as possibilidades de sentires.
Tu és um assunto encerrado. Aqui e agora. Hoje fazes-me escrever sobre ti.
Enterrar-te-ei. Morreste. Já não és nada para mim, não podes ser mais nada.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Ausentar-me

Hoje, queria tanto ausentar-me de mim, esquecer-me de mim.
Vejo, ao longe, a aventura. Ela pode começar. Se eu não temer o que não fiz.
Se acreditar nos passos que posso dar. O percurso até pode estar certo,
aquele que me parece incerto,
Não existem "locais fechados"... Só as chaves certas por encontrar
Existe uma porta ao fundo da rua que se chama liberdade
Vejo, ao longe, a aventura. Ela pode começar. Se eu não temer o que não fiz.
Se acreditar nos passos que posso dar. O percurso até pode estar certo,
aquele que me parece incerto,
Não existem "locais fechados"... Só as chaves certas por encontrar
Existe uma porta ao fundo da rua que se chama liberdade
sexta-feira, novembro 21, 2008
Analisa
Mais um Sábado. Mais uma sessão.
É uma daquelas relações saudáveis. Nesse dia estava irritada, não tinha estudado a lição. E quando não estudo o texto, por vezes, corre melhor. No entanto, não era esse o dia, o vazio, as crises, e as ânsias permaneciam pelo que a vontade de falar sobre qualquer coisa era menor.
No inicio, fiz um esforço, acabou bem, como sempre. Sento-me e fico descontraída, leve e feliz por alguém confiar nas minhas palavras, por alguém me ouvir e não duvidar do que o digo e por alguém me respeitar e não me julgar. O meu modo de pensar. Serei menos importante para o mundo por me encontrar “desacompanhada” e unicamente livre – como se diz por aí!
Alguém importante que me tem ajudado num exercício essencial. Aprender a lidar com o mundo. Parece que a minha forma ou fórmula (eheh) está errada. Tenho resolvido e sinto-me resolvida numa ou outra questão. Mas como entender o mundo quando o mundo não me entende a mim? Como posso ficar feliz se o mundo, consecutivamente, me critica e me julga. Como se existisse, permanentemente uma penalização subjacente.
As questões estruturais são, para mim, as mais inquietantes e inultrapassáveis; a Família. Os meus pais. A Relação mãe-filha. A Relação pai-filha. A pedra basilar de tudo o que fomos e somos. O que quero saber de mim. Será errado eu quer saber de onde vim? O que sou? Tentar compreender para onde vou? O que faço aqui? Alguma referência mais forte que se revele nalgum princípio e me servisse de âncora.
Que razão forte tenho eu para não estreitar a relação com a minha Mãe quando se tem revelado cada vez melhor. Bom, será errado dizer que quando a minha mãe já “pagou” pelos “danos” e se tenta aproximar de mim, as situações de conflito diminuiriam. Não reagir torna-se cada vez mais difícil.
Alguém quis saber e eu não soube responder. Só sei que a forma que ela tem de me ajudar não é a melhor. Não é solução quando um aconselhamento tenta parecer uma crítica, um julgamento com patetices em praça pública – embaraçada, é o que me ocorre dizer, em frente de estranhos - tentativas de expressão de que sou um adulto com laivos de criança. Não é nenhum desfecho favorável muito menos nos aproxima quando vem “cobrar” razões e pretextos porque a minha vida é assim ou deixa de ser.
Não pensou nunca. Tudo se há-de resolver até constatar que eu esqueceria ou aprenderia doutra forma. Como pudemos nós exigir quando não ensinamos, quando não estamos por perto. Quando não estamos presentes nas mudanças, nas felicidades, nas angustias e nos processos pouco amanhados de maturidade. Julgar é contra-natura entre uma mãe e uma filha.
Os conflitos são males necessários. Tenho de dizer o que sinto ainda que isso nos magoe.
É uma daquelas relações saudáveis. Nesse dia estava irritada, não tinha estudado a lição. E quando não estudo o texto, por vezes, corre melhor. No entanto, não era esse o dia, o vazio, as crises, e as ânsias permaneciam pelo que a vontade de falar sobre qualquer coisa era menor.
No inicio, fiz um esforço, acabou bem, como sempre. Sento-me e fico descontraída, leve e feliz por alguém confiar nas minhas palavras, por alguém me ouvir e não duvidar do que o digo e por alguém me respeitar e não me julgar. O meu modo de pensar. Serei menos importante para o mundo por me encontrar “desacompanhada” e unicamente livre – como se diz por aí!
Alguém importante que me tem ajudado num exercício essencial. Aprender a lidar com o mundo. Parece que a minha forma ou fórmula (eheh) está errada. Tenho resolvido e sinto-me resolvida numa ou outra questão. Mas como entender o mundo quando o mundo não me entende a mim? Como posso ficar feliz se o mundo, consecutivamente, me critica e me julga. Como se existisse, permanentemente uma penalização subjacente.
As questões estruturais são, para mim, as mais inquietantes e inultrapassáveis; a Família. Os meus pais. A Relação mãe-filha. A Relação pai-filha. A pedra basilar de tudo o que fomos e somos. O que quero saber de mim. Será errado eu quer saber de onde vim? O que sou? Tentar compreender para onde vou? O que faço aqui? Alguma referência mais forte que se revele nalgum princípio e me servisse de âncora.
Que razão forte tenho eu para não estreitar a relação com a minha Mãe quando se tem revelado cada vez melhor. Bom, será errado dizer que quando a minha mãe já “pagou” pelos “danos” e se tenta aproximar de mim, as situações de conflito diminuiriam. Não reagir torna-se cada vez mais difícil.
Alguém quis saber e eu não soube responder. Só sei que a forma que ela tem de me ajudar não é a melhor. Não é solução quando um aconselhamento tenta parecer uma crítica, um julgamento com patetices em praça pública – embaraçada, é o que me ocorre dizer, em frente de estranhos - tentativas de expressão de que sou um adulto com laivos de criança. Não é nenhum desfecho favorável muito menos nos aproxima quando vem “cobrar” razões e pretextos porque a minha vida é assim ou deixa de ser.
Não pensou nunca. Tudo se há-de resolver até constatar que eu esqueceria ou aprenderia doutra forma. Como pudemos nós exigir quando não ensinamos, quando não estamos por perto. Quando não estamos presentes nas mudanças, nas felicidades, nas angustias e nos processos pouco amanhados de maturidade. Julgar é contra-natura entre uma mãe e uma filha.
Os conflitos são males necessários. Tenho de dizer o que sinto ainda que isso nos magoe.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Sara Tavares - Eu Sei
Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece tudo
o que acontece em mim
se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece tudo
o que acontece em mim
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece tudo
o que acontece em mim
se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece tudo
o que acontece em mim
segunda-feira, outubro 27, 2008
Sexo. Solidão
Se o sexo é solidão, nenhures ou algures muito longe. Porque me sinto segura com ele?
Não há paz nem calor, nem sabor! E fico à mercê de... alguma coisa, se calhar, de nada.
É uma espera sem paz! Então porque me sinto segura!!
Um vazio, é oco, é ócio sem o ser. Então porque me sinto segura!!
O sexo pode ser controlo, pode ser dominio, pode querer dizer parar. Porque me sinto segura?
O sexo pode ser a razão porque deixamos de lutar. Pelos sonhos, outras ambições, algumas harmonias que se perdem e desconcertantes. Ausências. culpas adiadas e inventadas por nós. Por mim..
O sexo é isto! Ajuda a esquecer, então porque me sinto segura!!
Houve alguém que me disse: nunca percas a capacidade de desejar e de lutar por isso.
Não sei se é verdade... A mentira, o engano, a desonestidade .... ajuda a esquecer....
O sexo pode ser dominio sem fim, então porque me sinto segura?
O sexo ajuda a esquecer... E é bebida sem o ser! Faz-me companhia quando pareço completamente ébria e lastimosa.
Fica-se à mercê da solidão, então porque me sinto segura?
Não há paz nem calor, nem sabor! E fico à mercê de... alguma coisa, se calhar, de nada.
É uma espera sem paz! Então porque me sinto segura!!
Um vazio, é oco, é ócio sem o ser. Então porque me sinto segura!!
O sexo pode ser controlo, pode ser dominio, pode querer dizer parar. Porque me sinto segura?
O sexo pode ser a razão porque deixamos de lutar. Pelos sonhos, outras ambições, algumas harmonias que se perdem e desconcertantes. Ausências. culpas adiadas e inventadas por nós. Por mim..
O sexo é isto! Ajuda a esquecer, então porque me sinto segura!!
Houve alguém que me disse: nunca percas a capacidade de desejar e de lutar por isso.
Não sei se é verdade... A mentira, o engano, a desonestidade .... ajuda a esquecer....
O sexo pode ser dominio sem fim, então porque me sinto segura?
O sexo ajuda a esquecer... E é bebida sem o ser! Faz-me companhia quando pareço completamente ébria e lastimosa.
Fica-se à mercê da solidão, então porque me sinto segura?
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