Pusemos tanto azul nessa distância ancorada em incerta claridade
e ficamos nas paredes do vento a escorrer para tudo o que ele invade.
Pusemos tantas flores nas horas breves
que secam folhas nas árvores dos dedos.
E ficámos cingidos nas estátuas
a morder-nos na carne dum segredo.
Natália Correia
2 comentários:
"estátuas a morder-nos na carne de um segredo" ... mmmm- qual será o sabor de um segredo que subsiste...
sim, gostava de ser segredo de alguém para poder fazer parte de si mesmo e, assim poder saborear o gostinho que um segredo transporta..."
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