Porque têm os homens tanta dificuldade em expressar o que para nós nos é tão simples e espontâneo.
Entrei em casa. Tocaram à companhia. Era ele. Pediu-me para subir.
Deixei-o entrar e perguntei-lhe, afinal, o que queria.
Só queria olhar para mim, durante alguns minutos. Pedi-lhe para se pôr a andar, e que não estivesse com ideias, pois nada se iria passar. “Já olhaste para mim, podes sair” – disse.
Ao que ele me respondeu, com aquele olho doce e terno que ele sempre teve.
“Só me quero deitar a teu lado.” Exausta, deitei-me na cama, vestida. Ele seguiu-me, em silêncio. Deu-me um beijo na testa e deitou-se a meu lado, também vestido. Nada mais dissemos.
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